- O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu ao TCU que investigue as festas atribuídas a Daniel Vorcaro em Trancoso, para apurar uso de recursos públicos ou conflitos de interesse.
- O TCU pode arquivar o caso na sessão desta terça-feira, com parecer técnico apontando ausência de indícios de aplicação de verbas federais, o que restringe a competência do tribunal.
- Segundo a Folha de S. Paulo, o imóvel em Trancoso abrigou eventos entre 2021 e 2022 com empresários, membros do mercado financeiro e até autoridades, com controle de acesso e câmeras; relatos apontam outras festas no Rio de Janeiro, São Paulo e exterior.
- A defesa de Vorcaro negou irregularidades; o MPTCU pediu identificação de autoridades públicas presentes, verificação de financiamento estatal e eventual adoção de medidas cautelares, destacando risco sistêmico à confiança institucional.
- No Congresso, há pressão pela CPMI do Banco Master, com expectativa de cerca de duzentas e oitenta assinaturas; oposição sustenta que a apuração deve ocorrer independentemente do desfecho no TCU.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu ao TCU a abertura de investigação sobre festas atribuídas a Daniel Vorcaro, em Trancoso (BA). O objetivo é verificar uso de recursos públicos ou conflitos de interesse envolvendo autoridades federais.
Segundo o MPTCU, a presença de agentes públicos em encontros privados promovidos por um empresário do mercado financeiro pode representar risco institucional. O caso foi encaminhado ao TCU para apurar eventual aplicação de verbas federais ou vínculos que justifiquem a atuação da Corte.
A 2ª Câmara do TCU pode arquivar o caso nesta terça-feira (24). A área técnica aponta ausência de indícios concretos de uso de verbas federais, o que delimita a competência do tribunal para abrir a investigação.
O que é apurado e quem envolve
A reportagem da Folha de S Paulo indica que Vorcaro alugou uma casa de alto padrão em Trancoso entre 2021 e 2022, e depois adquiriu o imóvel por empresas ligadas a ele. Eventos teriam reunido empresários, profissionais do mercado financeiro e autoridades.
Relatos citam controle de acesso, celulares proibidos e circuito de câmeras no local. Há menções de festas semelhantes no Rio, em São Paulo e no exterior. Mensagens indicam insatisfação da antiga proprietária com a lotação de convidados.
A defesa de Vorcaro negou irregularidades, afirmando que as informações não correspondem à realidade dos fatos. O Ministério Público de Contas busca identificar autoridades federais presentes e possíveis impactos para a administração pública.
Avanço no eixo jurídico e pressão política
O MPTCU requer medidas cautelares, com requisição de documentos e oitiva de testemunhas, para evitar dissipação de provas. O objetivo é também avaliar eventual financiamento público das festas.
Enquanto isso, parlamentares já discutem a possibilidade de instaurar uma CPMI para apurar o caso do Banco Master, associando-o às festas de Trancoso. A oposição sustenta a necessidade de esclarecer relações entre poder público e interesses privados.
O relator do processo no TCU é o ministro Jorge Oliveira, e a decisão sobre a atuação ou arquivamento ainda pode mudar conforme novas informações. A pauta da 2ª Câmara está prevista para ocorrer na sessão de hoje.
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