- Moraes determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal preste esclarecimentos em 48 horas sobre visita de fora do horário autorizado a Anderson Torres.
- O relatório aponta que a visita ocorreu em 11 de fevereiro de 2026, das 17h às 19h, fora da faixa autorizada pelo STF.
- Em 29 de janeiro, Moraes já havia autorizado visitas às quartas‑feiras e aos sábados, em três turnos fixos, e a divergência levou ao pedido de explicações.
- A Polícia Militar informou que quem visitou foi o pai, João Torres Filho, e a irmã, Patrícia Gisele Torres.
- Torres trabalha no sistema penitenciário, faz cursos técnicos e lê para abatimento da pena; Bolsonaro também está na Papuda, transferido atenciosamente após decisão de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal preste esclarecimentos em 48 horas sobre uma visita a Anderson Torres, ex-ministro condenado, realizada na Papuda fora do horário autorizado.
Segundo relatório do batalhão, a visita ocorreu em 11 de fevereiro de 2026, das 17h às 19h, contrariando a faixa horária definida pelo STF. Moroes pediu que o comando explique por que houve a divergência entre o autorizado e o registrado.
O ex-ministro, que cumpre pena na unidade, foi condenado a 24 anos por crimes ligados ao esquema golpista. A visita fora do horário teria sido realizada pelo pai, João Torres Filho, e pela irmã, Patrícia Gisele Torres, segundo a PM.
Antes, em 29 de janeiro, Moraes já havia autorizado mudanças nos dias de visita para quartas e sábados, mantendo três turnos fixos. A diferença entre o que foi determinado e o que consta no relatório motivou a nova solicitação de explicações.
Torres trabalha no sistema penitenciário, participa de cursos técnicos e lê para reduzir a pena. Entre as obras aprovadas para leitura na Papudinha estão Ainda estou Aqui, Democracia, Crime e castigo e A autobiografia de Martin Luther King.
Transferência de Bolsonaro para a Papudinha
O ministro também autorizou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, publicada em 15 de janeiro. A unidade abriga policiais e pessoas politicamente expostas. A mudança ocorreu após queixas sobre as condições da sala na Superintendência da PF, em Brasília.
A transferência foi considerada positiva por Bolsonaro, segundo apuração do Estadão. Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas teriam liderado a articulação que resultou na medida, com apoio de setores da política paulista.
Além de Torres e Bolsonaro, o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques também está preso na Papudinha. Vasques foi condenado a 24 anos e meio por integrar o núcleo do plano golpista e por interferir no processo eleitoral, com base em relatórios de inteligência para dificultar deslocamentos de eleitores no Nordeste.
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