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Assassino de Nottingham não foi internado por raça, aponta inquérito

Inquérito aponta que equipe de saúde mental não internou Calocane em 2020, ao considerar pesquisa sobre a super-representação de jovens negros na detenção

Valdo Calocane, who killed three people and severely injured three others in 2023, had been involved in a violent incident in 2020.
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  • O inquérito público de Nottingham investiga como Valdo Calocane, com transtornos mentais, ficou em liberdade em 2020 após profissionais avaliarem pesquisas sobre a sub-representação de jovens homens pretos em detenção.
  • Em 13 de junho de 2023, Calocane matou dois estudantes de 19 anos e um homem de 65, além de ferir outras pessoas com golpes.
  • Em janeiro de 2024, ele foi considerado culpado por homicídio por diminuição de responsabilidade e recebeu uma ordem hospitalar sem prazo definido.
  • O inquérito, aberto nesta semana, analisa eventos e omissões que permitiram a ocorrência dos ataques, incluindo decisões de alta clínica em 2020 com tratamento domiciliar.
  • Famílias das vítimas disseram que houve falhas sistêmicas de serviços de saúde mental, polícia e judiciário; a avaliação da Care Quality Commission aponta erros que precisam ser corrigidos.

Valdo Calocane foi liberado em 2020 após avaliação de saúde mental que analisou a superrepresentação de jovens negros em detenção. O inquérito público em Nottingham investiga como ele ficou livre para cometer os ataques de 2023.

Em 13 de junho de 2023, Calocane quebrou a rotina de Nottingham ao matar dois estudantes de 19 anos, Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar, e um homem de 65, Ian Coates, além de ferir gravemente outras três pessoas. Em janeiro de 2024, ele recebeu uma ordem hospitalar indefinida após se declarar culpável por três homicídios voluntários com diminished responsibility e três tentativas de homicídio.

O inquérito, iniciado nesta semana, analisa as “eventos, atos e omissões” que permitiram que Calocane ficasse solto. A promotora informou que ele foi preso em 24 de maio de 2020 após agredir a porta de uma residência estudantil, recebendo contenção de vizinhos antes da chegada da polícia.

Avaliação de risco e decisões clínicas

Durante a avaliação médica da época, Calocane descreveu ouvir vozes. A equipe observou um episódio psicótico inicial, supostamente relacionado ao cansaço e ao estresse de exames. Uma parte da equipe considerou encaminhar para internação por apresentar primeiro surto psicótico, mas a análise de evidências mostrou possibilidade de tratamento ambulatorial seguro.

A decisão foi pela adoção de um plano de tratamento comunitário, com internação apenas se o atendimento domiciliar falhasse. Calocane concordou com medicação e visitas diárias da equipe de crise. Pouco tempo depois, houve a liberação, com nova internação voluntária em julho de 2020 após ele forçar a entrada em uma residência.

Novos episódios e avaliação institucional

Relatos apontam que Calocane parou de tomar a medicação cerca de duas semanas após a primeira alta. Ele voltou a ser preso e interno em hospital por curtos períodos. Em 2021, ele também se apresentou ao MI5, alegando possuir informações sobre um caso e solicitando ser detido.

Uma avaliação posterior indicou falhas no cuidado prestado entre maio de 2020 e setembro de 2022 pela Nottinghamshire Healthcare NHS Foundation Trust. O relatório da Care Quality Commission descreveu erros e omissões que, sem ação, poderiam manter risco à segurança de pacientes e público.

Famílias das vítimas disseram que houve falhas e silêncio por muito tempo, cobrando responsabilização e uma apuração clara das oportunidades perdidas pelos serviços de saúde mental, pela polícia e pelas estruturas judiciais.

O inquérito continua, com a finalidade de esclarecer as falhas sistêmicas e apresentar caminhos para evitar incidentes semelhantes no futuro.

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