- Em uma audiência em Los Angeles, a equipe de Mark Zuckerberg foi vista usando óculos Ray-Ban com câmeras, da Meta.
- A juíza Carolyn Kuhl alertou que quem gravar com os óculos precisa deletar o material ou poderá ser considerado em desacato. Também ordenou que todos os capacetes com IA fossem removidos.
- Mesmo após o aviso, alguém foi visto usando os óculos no corredor do tribunal, embora a advogada da parte autora dissesse que não estava gravando no momento.
- Óculos com câmeras levantam preocupações de privacidade e vigilância em locais como tribunais; alguns estados já estudam proibí-los nesses espaços.
- A Meta vendeu cerca de sete milhões de pares em 2025; especialistas dizem que, se a tendência continuar, regras mais rígidas podem se tornar comuns nos tribunais.
O que aconteceu: um grupo ligado ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, chegou a um tribunal em Los Angeles usando óculos Ray-Ban com câmera. A juíza Carolyn Kuhl ordenou que qualquer pessoa gravando com esses dispositivos fosse apagar as imagens sob pena de desrespeito ao tribunal.
A decisão ocorreu durante um julgamento que envolve a empresa e temas de segurança na internet. A juíza deixou claro que gravação com óculos inteligentes não seria tolerada dentro da sala de audiência. Mesmo com o aviso, havia relatos de alguém usando os óculos na área de circulação.
Quem está envolvido: Zuckerberg e membros de sua equipe foram identificados usando os óculos com câmera. A audiência envolve a Meta e questões de privacidade e vigilância. A defesa não detalhou se houve gravação efetiva durante as sessões.
Quando e onde: o incidente ocorreu nesta semana, em um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos. A presença de dispositivos de gravação na sala gerou debate sobre privacidade, proteção de testemunhas e integridade do processo.
Por quê: a preocupação é evitar gravação não autorizada que possa violar a privacidade de testemunhas, jurados e pessoas envolvidas. Óculos com gravação podem contornar consentimento e comprometer procedimentos judiciais.
Legislação e controles
O tema não é novo: regras federais e estaduais costumam restringir ou proibir gravação de audiências. Em 1946, regras federais proibiram a gravação de processos criminais; exceções ocorreram apenas durante a pandemia. Jurisdição estadual varia, com restrições e exigências de autorização.
Ações recentes apontam para restrições mais rígidas em algumas cortes. Estados e tribunais locais começaram a proibir ou limitar o uso de dispositivos que gravam em audiências. Jurisdição e regras são definidas conforme cada tribunal e tipo de caso.
Desdobramentos e visão técnica
Especialistas destacam que óculos com recursos de gravação podem exigir fiscalização mais rígida no ambiente judicial. A instalação de funções de reconhecimento facial tem sido discutida como tema sensível, com impactos na privacidade e na segurança processual. Movimentos de vigilância tecnológica ganham atenção.
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