- Em junho de 2024, Jake Danby atingiu dois homens aborígenes com o carro em Darwin, matando um e ferindo o outro.
- A sentença inicial foi uma ordem de monitoramento comunitário de doze meses, com cinco meses de prisão domiciliar.
- Após apelo do Diretor de Promotores do Território do Norte, a pena foi aumentada para dois anos de prisão domiciliar, com utilização de dispositivo de monitoramento eletrônico.
- A família da vítima, conhecida como Whitehurst, afirma que a decisão não é justa e relembra as mensagens de Danby chamando a vítima de “oxygen thief” e descrevendo os atos como “duplo golpe”.
- Os promotores argumentaram que as mensagens elevam a gravidade do crime e justificam pena superior a dois anos; a defesa disse que houve reconhecimento do erro e que Danby está cumprindo a ordem de correção.
O motorista Jake Danby, que atropelou dois homens aborígenes em Darwin em junho de 2024, foi condenado originalmente a 12 meses de cumprimento de medidas comunitárias, com cinco meses em detenção domiciliar. O resultado foi alvo de críticas públicas e levou a intervenção da promotoria do Território do Norte.
Na sexta-feira, o tribunal de apelação manteve a decisão anterior, aumentando a detenção domiciliar para dois anos e impondo monitoramento eletrônico. Em Darwin, o chefe de justiça Michael Grant explicou a nova medida, que não prevê cadeia neste caso.
Reação da família e contexto do caso
A família da vítima, conhecida como Whitehurst por questões culturais, disse estar devastada e indignada com a pena. A família relatou que o pranteamento é intenso e que a justiça parece não ter sido alcançada.
Durante o processo, ficou conhecido que Danby, então 24 anos, havia enviado mensagens afirmando que a vítima era um “sugador de oxigênio” e que não iria para a prisão. Os textos foram usados pela promotoria para sustentar o agravamento da conduta.
Posições no mérito e consequências legais
A promotoria argumentou que o crime, agravado pelos textos, exigia pena de prisão superior a dois anos. O defensor manteve que a sentença original contemplava reabilitação e aconselhamento, e que Danby vinha cumprindo a ordem de correções.
O caso também elevou críticas ao trabalho do governo do Território do Norte sobre o andamento processual. A procuradora-geral Marie-Clare Boothby foi colocada sob questionamento por alegação de possível conflito de interesses, embora a defesa tenha negado envolvimento.
Encerramento do caso
Danby não estava presente na audiência de sexta-feira e o advogado de defesa não comentou publicamente a decisão revisada. A promotoria ressaltou que o objetivo é assegurar responsabilização adequada diante da gravidade do episódio, sem extrapolar para conclusões.
Entre na conversa da comunidade