- Virginia Giuffre é a única vítima identificada do ex-duque de York conhecida publicamente e foi a primeira a denunciar os crimes de Jeffrey Epstein.
- Segundo suas memórias, o príncipe Andrew a conheceu aos 17 anos, em março de 2001, em Londres, após apresentações de Epstein e Ghislaine Maxwell.
- Ela afirma ter sido sexualmente atacada por Andrew em três ocasiões e ter recebido cerca de 15.000 dólares no dia seguinte ao primeiro encontro.
- O segundo encontro ocorreu em Nova York, e o terceiro na ilha de Epstein; ela descreve que outras jovens teriam participado dos encontros.
- Giuffre processou o ex-duque em 2021, houve acordo extrajudicial multimillonário em 2022, e ela iniciou a organização Speak out, Act, Reclaim para apoiar vítimas da exploração sexual.
Virginia Giuffre, principal denunciante de Jeffrey Epstein, é a única vítima cuja identidade é publicamente conhecida em relação ao ex-duque de York. A acusação envolve abuso sexual em múltiplos encontros, com conexão direta a Epstein e Ghislaine Maxwell.
Giuffre revela, em memórias apresentadas postumamente, que Epstein e Maxwell a apresentaram ao príncipe Andrew. O primeiro encontro ocorreu em março de 2001, em Londres, durante uma viagem da dupla aos EUA, e o príncipe teria mostrado interesse por ela na ocasião.
Segundo o relato, em menos de meia hora houve contato sexual, com Giuffre recebendo US$ 15 mil no dia seguinte, além de uma mensagem de elogio. Um segundo encontro foi registrado em Nova York, com foto envolvendo Andrew e Giuffre na residência de Epstein.
Giuffre descreve ainda um terceiro encontro na ilha de Epstein, envolvendo múltiplas pessoas e outras menores de idade. Em 2021, ela processou o príncipe por agressão sexual; em 2022 houve acordo extrajudicial, cuja cifra não foi tornada pública, estimada pela imprensa em cerca de 14 milhões de euros.
O caso ganhou repercussão histórica pela tentativa de responsabilização de membros da realeza. A investigação britânica e a atuação das autoridades levaram ao afastamento do título de príncipe de Andrew, conforme relatos de famílias envolvidas e mídia.
Giuffre, nascida em 1983 na Califórnia, já tinha passado por traumas na infância e chegou a fundar uma organização voltada a sobreviventes de tráfico sexual. Seu objetivo público é ampliar o debate sobre exploração sexual e defesa das vítimas.
A família da vítima elogiou a atuação policial britânica na apuração do caso, destacando que ninguém está acima da lei. A repercussão internacional manteve o foco na responsabilização de figuras públicas envolvidas em abuso de menores.
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