- O tribunal de Innsbruck, na Áustria, considerou culpado o montanhista amador de 37 anos por homicídio culposo por negligência grave na morte de sua namorada perto do cume mais alto do país.
- A vítima, Kerstin G, tinha 33 anos e não conseguiu seguir durante a escalada na noite de inverno, ficando cerca de cinquenta metros antes do topo do Grossglockner.
- O réu, identificado como Thomas P, deixou a namorada exposta a ventos fortes sem envolvê-la com manta de emergência ou saco bivouac para buscar ajuda em um abrigo, enquanto os equipamentos ficaram na mochila dela.
- Uma breve chamada à polícia de montanha não desencadeou busca, pois ele não indicou necessidade de resgate e não respondeu a chamadas e mensagens; disse que o celular estava em modo avião para economizar bateria.
- O juiz Norbert Hofer afirmou que ele deveria ter percebido que Kerstin G não conseguiria completar a escalada, e o réu recebeu cinco meses de prisão suspensa e multa de € 9.400.
Um tribunal de Innsbruck, na Áustria, condenou um montanhista amador de 37 anos por homicídio culposo relacionado à morte de sua namorada durante a escalada do Grossglockner, a maior elevação do país. O réu deixou a parceira para buscar ajuda ao perceber que não conseguiria seguir, em uma noite fria.
A decisão determina uma sentença de cinco meses de prisão suspensa e uma multa de 9.400 euros. A pena é de até três anos e foi aplicada com base em negligência grave, segundo o veredito divulgado nesta semana.
O casal enfrentava dificuldades após um dia de escalada, quando a mulher, de 33 anos, quedou-se exausta a cerca de 50 metros do topo e não pôde continuar. O tempo foi marcado por ventos fortes e condições críticas.
O réu, identificado apenas como Thomas P, deixou Kerstin G sob vela de abrigo improvisada para buscar socorro, deixando para trás o equipamento da parceira. O motivo para deixar o refúgio não foi plenamente explicado em juízo.
Após o episódio, uma chamada aos agentes locais não resultou em busca, pois não houve confirmação de necessidade de resgate. O réu informou que o telefone ficou em modo avião para economizar bateria.
Testemunha apresentada pela acusação foi uma ex-namorada do réu, que relatou ter passado por uma situação semelhante no Grossglockner, ficando sozinha no escuro após desentendimento sobre o trajeto.
O juiz Norbert Hofer, veterano em montanhismo, declarou que o réu deveria ter reconhecido que Kerstin não conseguiria concluir a escalada antes de entrarem em dificuldades, reconhecendo ainda que o réu não é um assassino, mas cometeu erro grave ao não agir de forma segura.
O réu alegou que houve grande pressão durante o episódio e pediu desculpas em audiência, mantendo a defesa de que não houve intenção de causar dano.
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