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Epstein cultivou relação com oficial da CBP, levando a investigação nos EUA

Investigação dos EUA aponta contatos de Epstein com seis agentes da CBP; nenhum cargo contra os oficiais, apesar de diversas trocas de mensagens e encontros

Jeffery Epstein and St Thomas Island
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  • Investigadores federais analisaram o relacionamento de Jeffrey Epstein com um policial da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) que atuava no aeroporto de St. Thomas, onde Epstein viajava com frequência em jatos particulares antes de seguir de barco ou helicóptero para sua ilha privada.
  • A investigação, que não resultou em acusações, também abordou outros três agentes do CBP no aeroporto Cyril E. King (STT) e identificou contatos de Epstein com seis oficiais no total em St. Thomas e na Flórida.
  • Não há evidências de que o FBI tenha investigado formalmente todos os oficiais citados, e nenhuma acusação foi apresentada contra agentes do CBP relacionados a Epstein.
  • Os documentos mostram Epstein trocando e-mails e mensagens com oficiais do CBP, convidando-os a visitar a ilha, oferecendo consultoria financeira e, em alguns casos, buscando facilitar procedimentos de pré-autorização de viagem antes de chegar aos EUA.
  • Registros também indicam que Epstein pressionou para manter contatos frequentes com alguns oficiais, solicitou informações sobre procedimentos de alfândega e, em alguns casos, ofereceu presentes, aconselhamento financeiro ou oportunidades de emprego a oficiais do CBP.

Federal investigators revisaram documentos do Departamento de Justiça dos EUA que revelam contato entre Jeffrey Epstein e oficiais da CBP, a alfândega e proteção de fronteiras. Segundo os arquivos, Epstein manteve relações com oficiais que atuavam em St Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, e em outros aeroportos dos EUA.

A apuração, que não resultou em acusações, envolveu seis agentes da CBP. As autoridades registraram visitas a Little St James, o conjunto de ilhas de Epstein, além de viagens frequentes entre o STT e aeroportos nos EUA, com o intuito de facilitar a passagem de seus voos privados.

Entre os envolvidos, destacam-se agentes com atuação no STT, no Cyril E. King Airport, além de outros oficiais em St Thomas e em Flórida. Documentos indicam que Epstein enviava mensagens, convidava para a ilha e buscava informações sobre horários de serviço, sugerindo uma relação próxima com alguns agentes.

Os arquivos apontam que o FBI abriu uma investigação preliminar em outubro de 2019 sobre o relacionamento de Epstein com um inspector agrícola da CBP que atuava no STT por mais de sete anos. A apuração também aponta tentativas de obtenção de informações e contatos com outros oficiais da CBP em STT, Flórida e Massachusetts.

Routch, McNally, Heil, Samuel, Martinez e Richards aparecem entre os nomes mencionados nos registros. Em alguns casos, Epstein oferecia presentes, dicas profissionais e oportunidades de empregos a esses agentes, além de discutir procedimentos de prechecagem de fronteira e até empréstimos em dinheiro.

A imprensa informou que Routch respondeu às perguntas da FBI, mas contestou algumas informações dos memorandos. Em declarações enviadas ao Guardian, Routch relatou ter visitado a ilha sob o pretexto de inspeção agrícola e minimizou a relação com Epstein, descrevendo encontros como de caráter profissional.

O material detalha também episódios em que Epstein pressionou por tratamento diferenciado em procedimentos de fronteira, inclusive em voos entre St Thomas e Teterboro, Nova Jersey. Em momentos, Epstein questionava regras e buscava contato com supervisores para contornar normas.

As notas indicam que as autoridades tentaram entender se houve conivência ou conhecimento de atividades criminosas por parte dos agentes. Não há evidências apresentadas de que CBP tenha conhecimento direto de tráfico de menores por Epstein, e nenhum oficial foi processado por tais crimes até o momento.

Em 2019, Epstein foi preso sob acusação federal de tráfico de menores. A denúncia envolve atividades em Nova York e Palm Beach. Epstein cometeu suicídio na prisão em agosto de 2019, e a ação civil movida pela Virgínia Ocean ficou registrada contra a sua sociedade.

As informações mostram uma relação complexa entre Epstein, seus pilotos e oficiais de fronteira em vários pontos, com contatos que vão desde assuntos financeiros até visitas a ilhas privadas. A divulgação dos arquivos aponta para uma investigação que não resultou em acusações formais contra os agentes.

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