- Um jovem português de 18 anos foi levado a julgamento, nesta quinta-feira, em Portugal, por ter incitado outro adolescente a cometer um ataque em uma escola no sul do Brasil.
- O processo ocorre no tribunal de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, onde ele residia até ser preso preventivamente em maio de 2024.
- Ele é acusado de provocação pública para a prática de um crime, incitação ao ódio e à violência, associação criminosa e de mais de duzentos crimes de pornografia infantil.
- Segundo a acusação, o réu era o líder de um grupo na rede social Discord que praticava atos violentos contra pessoas ou animais e os gravava.
- Entre os casos mencionados está o ataque de outubro de 2023, em São Paulo, em que um garoto de dezesseis anos abriu fogo contra colegas, matando uma estudante de dezessete anos e ferindo outros; autoridades brasileiras teriam impedido outros ataques anteriores.
Um jovem português de 18 anos começou nesta quinta-feira, 19, o julgamento no tribunal de Santa Maria da Feira, no norte de Portugal. Ele é acusado de ter incitado, por meio das redes sociais, outro adolescente a cometer um ataque em uma escola no sul do Brasil.
O processo envolve provocação pública para a prática de crime, incitação ao ódio e à violência, associação criminosa e mais de 200 crimes de pornografia infantil. O réu residia na região até ser preso preventivamente em maio de 2024.
O acusado, conhecido pelo pseudônimo Mikazz, liderava um grupo de jovens no Discord que executava atos violentos contra pessoas ou animais e gravava as ações. O caso está sendo julgado a portas fechadas.
Detalhes do caso
Entre os crimes atribuídos está o ataque de outubro de 2023, quando um garoto de 16 anos abriu fogo em uma escola no estado de São Paulo, matando uma aluna de 17 anos e ferindo outros três. Autoridades brasileiras também impediram três ataques adicionais, frustrados antes de serem cometidos por jovens com 12 a 14 anos.
Durante a primeira audiência, o réu permaneceu em silêncio. O advogado, Carlos Duarte, afirmou que o cliente não é “monstro” e que ele apenas integrou o grupo, sem liderá-lo. A investigação foi conduzida pela Polícia Judiciária de Portugal, sob a coordenação de Ana Rita Alves.
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