- O julgamento de Thomas P, acusado de homicídio culposo grave pela morte da namorada Kerstin G durante a escalada ao Großglockner começou em Innsbruck.
- Thomas P disse estar “endlessamente arrependido” pelo que aconteceu, negando irregularidades criminais e enfatizando que a decisão foi conjunta, não dele como líder da expedição.
- A promotoria afirma que, como alpinista mais experiente, ele era o guia e cometeu falhas de planejamento, vestimenta e equipamento, não recuou diante do tempo ruim e não acionou resgate rapidamente.
- Kerstin G, 33 anos, morreu de hipotermia após ficar cerca de 50 metros do cume; a defesa aponta que as condições adversas e ventos de até 74 km/h contribuíram para o ocorrido.
- O caso pode estabelecer precedentes sobre responsabilidade em esportes de montanha; a pena máxima prevista é de três anos de prisão, caso o réu seja condenado.
O alpinista austríaco Thomas P, de 37 anos, afirmou estar “endlessly sorry” pela morte da namorada, Kerstin G, durante uma escalada conjunta ao Großglockner. Ele negou irregularidades criminais ao iniciar o julgamento em Innsbruck, na segunda-feira.
A promotoria acusa Thomas P de homicídio culposo grave por abandonar Kerstin a poucos metros do cume, deixando-a desamparada em condições de frio extremo. O caso pode moldar padrões internacionais de responsabilidade em esportes de montanha.
Thomas P, que admite erro, disse que o casal planejou a subida em conjunto e tomou decisões conjuntas. A defesa argumenta que o vento e o frio, com temperaturas próximas a –20 C, surpreenderam os alpinistas, complicando a situação.
Defesa e acusações
O tribunal ouve especialistas em montanhismo e prevê depoimentos de mais de uma dúzia de testemunhas, incluindo homens de resgate. A corte deve definir se houve falha de planejamento, equipamento adequado e comunicação com serviços de emergência.
Kerstin G, de 33 anos, morreu após sofrer hipotermia durante a expedição em 19 de janeiro de 2025. O Großglockner é o pico mais alto dos Alpes a leste do Brenner, com quase 3.800 metros de altitude.
A acusação sustenta que, ao abandonar Kerstin perto do cume, o réu mostrou-se responsável pela segurança da dupla durante a subida. Se condenado, Thomas P pode cumprir até três anos de prisão.
Segundo relato de investigadores, um cansaço extremo, uma corda enroscada e atrasos na comunicação com equipes de resgate agravaram a situação. O depoimento da defesa aponta que Kerstin também tinha limitações em tours de inverno.
A audiência ocorre em um caso que pode estabelecer precedente jurídico para responsabilidades em atividades de montanha além das fronteiras da Áustria. A decisão deve esclarecer padrões de conduta em pistas de alta escalada.
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