- Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Jeffrey Epstein, disse estar disposta a falar “a verdade completa” em troca de clemência do presidente Donald Trump.
- O argumento de Maxwell envolve a promessa de explicar o que houve, incluindo alegações de inocência de Trump e Clinton, para justificar a libertação.
- Advogados de vítimas e especialistas duvidam da credibilidade da oferta e afirmam que a clemência não garante revelações completas sobre os crimes de Epstein.
- Advogados consultados ressaltam incertezas sobre mecanismos legais de condições em uma clemência presidencial e sobre a possibilidade de usar a fala de Maxwell como prova.
- O porta-voz da Casa Branca disse que o tema não está entre as prioridades do presidente e que não há indicação de que Trump esteja considerando clemência para Maxwell.
Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Jeffrey Epstein a explorar sexualmente garotas, ofereceu revelar a verdade ao Congresso em troca de clemência. Seu advogado disse que ela está disposta a falar de forma completa se for libertada pelo presidente.
A proposta surgiu após Maxwell se recusar a testemunhar diante do Congresso na semana passada. O objetivo seria obter perdão ou a comutação de pena, algo que ainda não foi confirmado. A defesa afirma que apenas Maxwell pode fornecer o quadro completo.
Apesar do relato, a equipe de Donald Trump negou considerar atos de clemência para Maxwell. A discussão sobre eventuais documentos do caso Epstein voltou a ganhar força, com foco nos arquivos que envolvem o ex-presidente.
Contexto jurídico
Especialistas ouvidos pelo jornal destacam que, mesmo que Maxwell ofereça informações, isso dificilmente esclareceria os crimes de Epstein. Advogados de vítimas chamam a proposta de “jogada de poder” e duvidam da credibilidade de Maxwell.
Eles acrescentam que uma clemência presidencial não tem mecanismo de imposição para exigir mais material após a concessão. Ainda assim, a viabilidade de ações futuras fica em aberto no cenário político.
Outros advogados ressaltam que informações sobre o acordo de delação de Epstein poderiam vir a público sem depender da cooperação de Maxwell. A avaliação é de que os documentos e depoimentos prévios já apontam caminhos para investigações.
Reações de especialistas e vítimas
Defensores de vítimas criticam a ideia de uma troca pela liberdade. Segundo eles, Maxwell mantém histórico de declarações duvidosas, o que abala a credibilidade de qualquer eventual revelação.
Ao mesmo tempo, observadores jurídicos lembram que, mesmo sem a cooperação de Maxwell, a investigação pode seguir por meio de depoimentos e registros já disponíveis. O foco permanece na responsabilização de envolvidos.
Representantes de vítimas enfatizam que a justiça depende de evidências verificáveis e não de negociações individuais. Eles reiteram a necessidade de apurar quem protegeu atores poderosos durante o caso Epstein.
A reportagem não localizou resposta oficial imediata de Maxwell ou de seus representantes. O gabinete presidencial, por sua vez, afirmou que o perdão não tem sido prioridade e que não discute casos específicos no momento.
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