- A Transparência Internacional Brasil afirmou que a nota do STF sobre o ministro Dias Toffoli, ao descartar a suspeição no caso Master, “choca o país”.
- A entidade sustenta que a postura do STF representa degradação institucional e cita que Toffoli era sócio do resort Tayayá, vendido a fundo ligado a Fabiano Zettel.
- O STF informou que não há suspeição, mas decidiu, politicamente, afastar o relator e publicar um desagravo.
- A decisão ocorreu após Toffoli deixar a relatoria do caso Master; o tribunal divulgou uma nota conjunta em apoio ao colega.
- A PF encontrou conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master, levando a novos pedidos de investigações encaminhados ao presidente do STF, Edson Fachin.
A Transparência Internacional Brasil informou nesta sexta-feira que a nota do STF sobre o ministro Dias Toffoli chocou o país. A organização afirmou que o documento descartou a suspeição de Toffoli no caso Master, mantendo o relator no comando. A reação destaca a sensação de degradação institucional associada ao episódio.
Segundo a ONG, a postura do STF ampliou a percepção de prejuízo à confiança nas instituições. A contextualização envolve a relação de Toffoli com o resort Tayayá, vendida a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A nota ressalta o impacto político e internacional da decisão.
Oficialmente, o STF informou que Toffoli deixou a relatoria do caso Master e que a decisão manteve a validade dos atos praticados pelo ministro. O grupo de ministros divulgou nota conjunta afirmando não haver motivo para suspeição. O desfecho ocorreu após uma reunião interna.
Desdobramentos e investigações
A Polícia Federal localizou conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master, e encaminhou pedidos de apuração ao presidente do STF, Edson Fachin. A situação gerou novas demandas por investigações adicionais em torno do caso Master. A PF já protocolou os anexos para avaliação.
A decisão de afastar o relator, porém, manteve o funcionamento do processo sob a liderança de outros membros do tribunal. A apuração continua acompanhada pela Procuradoria-Geral da República e por comissões internas do STF, que buscam esclarecer a relação entre os envolvidos.
Entre na conversa da comunidade