Em Alta NotíciasPolíticaFutebolAcontecimentos internacionaisEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Seis pontos para entender a ligação entre Toffoli e Vorcaro

PF aponta ligações entre Toffoli, Vorcaro e Banco Master, incluindo telefonemas e menções a pagamentos, alimentando suspeitas sobre imparcialidade e riscos processuais

Ministro Dias Toffoli Dias Toffoli refuta qualquer irregularidade ou conflito de interesse no caso Master. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal aponta ligação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, com ligações diretas, convite para aniversário e registros de uma viagem de jatinho ao Peru em companhia de um advogado ligado ao Banco Master.
  • Existem conversas que mencionam pagamentos ao ministro, citando o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel; Toffoli afirma não ter recebido valores nem relação de amizade com Vorcaro.
  • Toffoli é sócio da Maridt Participações, empresa que vendeu participações no resort Tayayá a um fundo de Vorcaro e, depois, a outra empresa ligada a um escritório aliado ao JBS; o ministro diz que as participações já não eram dele quando assumiu a relatoria.
  • A frequência de Toffoli no Tayayá persiste em registros oficiais até 2025, período em que a PF intensificou as investigações; houve divergências com a PF sobre procedimentos e prazos.
  • A condução do caso Master criou atritos entre Toffoli e a Polícia Federal e motivou mudanças na relatoria, com avaliação sobre eventual impeachment ou atuação interna do STF.

O Ministério do Supremo Tribunal Federal (STF) envolve o ministro Dias Toffoli em uma complexa relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. Novos elementos da Polícia Federal indicam ligações diretas entre Toffoli e Vorcaro, além de discussões sobre pagamentos e uma viagem a Peru. A apuração também aponta ações que teriam dificultado investigações.

Relatórios da PF mostram telefonemas diretos entre Vorcaro e Toffoli, além de um convite do ministro para a festa de aniversário do empresário. Embora não haja monitoramento dessas conversas sem ordem judicial, os investigadores indicam proximidade pessoal entre as partes. Toffoli divulgou notas negando qualquer relação de amizade com Vorcaro.

Conversas citam possíveis pagamentos ao ministro, com referências a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel está ligado ao resort Tayayá, que pertenceu à Maridt Participações, empresa do ministro e de familiares. A PF ainda não confirmou se os pagamentos teriam ocorrido ou seus valores.

Toffoli e a Maridt Participações

O ministro reconheceu, pela primeira vez publicamente, ser sócio da Maridt Participações, que já esteve ligada ao Tayayá Ribeirão Claro. Ele afirma que vendeu a participação e que a empresa sempre seguiu regras legais e de prestação de contas. A venda do Tayayá ocorreu em 2021 e 2025, para fundos distintos.

Toffoli explicou que o Tayayá não integrava mais seu grupo quando assumiu a relatoria do caso Master, em novembro de 2025. Segundo ele, a participação atual estava devidamente declarada e as vendas foram a valor de mercado.

Investigações e desdobramentos do caso Master

A PF aponta que Toffoli manteve frequência no Tayayá até fevereiro de 2025, com diárias de segurança registradas. Pesquisas recentes indicam que o ministro pode ter comparecido a festas de fim de ano no local, mesmo após ações da PF. A condução do processo master gerou atritos entre Toffoli e a PF.

A forma de condução do caso pelo ministro incluiu centralização de provas no STF, acareações e perguntas próprias aos investigados, o que foi visto como incomum por parte das autoridades. Houve restrições iniciais ao acesso de agentes, seguidas de reajustes ao longo do andamento.

Viagem ao Peru e impacto político

No dia em que determinou o sigilo da apuração, Toffoli viajou ao Peru para acompanhar a final da Libertadores, em voo de empresário e de um advogado ligado ao Banco Master. A viagem é citada como elemento adicional de desgaste institucional.

A defesa do ministro encaminhou notas reiterando que não houve recebimento de valores, nem relações de amizade com Vorcaro ou seu círculo. A PF e o STF discutem agora quais medidas cabem diante dos indícios, sem conclusões finais no momento.

Situação institucional e próximos passos

Especialistas apontam que há indícios que demandam avaliação sobre a imparcialidade do ministro e, eventualmente, um caminho jurídico interno ou político. Um impeachment ou ação administrativa pode ser considerado, dependendo de novas evidências e deliberações oficiais.

A PF continua analisando as informações obtidas, incluindo dados de aparelhos celulares de Vorcaro, para esclarecer a relação entre o empresário, o Ministério Público e o STF. A íntegra da nota do gabinete de Toffoli detalha a posição do ministro sobre a venda de participações e a ausência de recebimento de valores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais