- A PGR pediu ao STF o arquivamento do inquérito contra Carla Zambelli, acusada de coação e obstrução.
- O procurador-geral Paulo Gonet afirma que o material não demonstra atos concretos e que as condutas ficaram no nível da retórica.
- Segundo o parecer, Zambelli fez declarações públicas e divulgou conteúdos nas redes sociais sugerindo influência internacional, mas não houve ações práticas reveladas.
- A investigação começou após a deputada fugir do Brasil em junho de 2025, após condenação do STF no caso da invasão a sistema do Conselho Nacional de Justiça; PF analisou publicações e transferências, sem comprovar efeitos sobre processos.
- O relatório aponta que as doações via Pix vieram principalmente de apoiadores e que o quadro pode reabrir se surgirem novas evidências; Zambelli continua presa na Itália, aguardando decisão sobre extradição.
A Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um parecer que defende o arquivamento do inquérito contra a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A PGR aponta que as investigações não comprovam atos concretos, apenas retórica.
Segundo o parecer, Zambelli fez declarações públicas e divulgou conteúdos nas redes sociais sugerindo buscar apoio externo para influenciar autoridades estrangeiras a agir sobre casos no STF. Contudo, as apurações não encontraram ações práticas nesse sentido.
Contexto da investigação
O inquérito teve início após a evasão de Zambelli do Brasil em junho de 2025, pouco depois de ela ser condenada pelo STF no caso envolvendo invasão a um sistema do Conselho Nacional de Justiça. O relator Alexandre de Moraes abriu apuração para verificar possíveis intenções de atuação no exterior.
Evolução das diligências
A Polícia Federal analisou publicações na internet e transferências financeiras da investigada. O parecer aponta que as mensagens tinham tom político e crítico, sem efeitos concretos sobre processos judiciais. Doações via Pix teriam vindo principalmente de apoiadores de uma campanha da deputada.
PGR recomenda arquivamento
O procurador-geral afirma que o conjunto de evidências se restringe a discursos públicos. A avaliação é de que o suposto projeto delituoso não emergiu em atos executórios relevantes. O órgão sustenta que novas diligências dificilmente alterariam o quadro e, por isso, propõe o arquivamento, com ressalva de reavaliação caso surjam novas evidências.
Situação atual
Zambelli permanece detida na Itália desde julho do ano anterior, aguardando decisão da Justiça local sobre o pedido de extradição apresentado pelo Brasil após a condenação no STF. A PGR ressalta que o caso pode retornar à análise se surgirem novas provas.
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