- Ministros do STF criticaram a atuação da Polícia Federal em investigações envolvendo magistrados, dizendo que houve cruzamento de dados além de um simples encontro fortuito.
- A pauta da reunião manteve o foco na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master, com depreciação à forma como a PF conduziu as apurações.
- O relatório da PF traz menções à ex-mulher de Toffoli e ligações com o monitoramento do banqueiro Daniel Vorcaro, o que alimenta preocupações sobre investigações sobre autoridades do STF.
- Integrantes da Corte defenderam a autonomia do Judiciário e afirmaram que a PF não pode investigar membros do STF sem autorização judicial prévia.
- André Mendonça convocou, menos de doze horas após o sorteio do novo relator, os delegados do caso Master para uma reunião presencial nesta sexta-feira, 13 de fevereiro.
O STF teve uma reunião marcada por críticas à atuação da Polícia Federal. Ministros analisaram o material enviado pela PF sobre investigações envolvendo magistrados e a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master foi discutida, com tom de desaprovação.
De acordo com apuração, parte dos ministros considerou que o conteúdo trazido pela PF extrapolou o que seria um encontro fortuito. O material envolve cruzamento de dados, mensagens e contatos que, na visão de alguns magistrados, seriam sinal de apuração direcionada a uma autoridade com foro no STF.
O relatório também chamou atenção por menções à ex-mulher de Toffoli, entre dados coletados no celular de um empresário ligado ao caso. A presença desse elemento reforçou a percepção de que houve investigação sobre a vida pessoal do ministro, segundo a leitura de alguns integrantes da Corte.
Para parte da magistratura, a PF não pode investigar membros do STF sem autorização judicial prévia, sob o argumento de preservação da autonomia do Judiciário. A defesa institucional foi reiterada como necessária para evitar constrangimentos e futuras invalidações processuais.
Desdobramentos no tribunal
Pouco tempo depois, a discussão internalizou a compreensão de que Toffoli se afastou da relatoria com consentimento para afastar a possibilidade de impactos no andamento do processo. A avaliação interna aponta que a permanência do ministro poderia favorecer contaminação do caso.
Menos de meio dia após o sorteio do novo relator, André Mendonça convocou os delegados envolvidos na investigação para uma reunião presencial na sexta-feira. O encontro marca o primeiro teste de Mendonça na relatoria que herdou de Toffoli.
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