- O ministro André Mendonça, do STF, recebeu nesta sexta-feira (13) detalhes das investigações do caso Banco Master, em reunião com delegados da Polícia Federal.
- A reunião durou cerca de duas horas e discutiu o cenário geral da investigação, além de questões técnicas e procedimentais.
- Nos próximos dias, a PF deve encaminhar ao novo relator um relatório com os principais pontos já levantados pelos investigadores.
- Uma das questões em análise é o possível fatiamento da investigação, com retorno de parte do inquérito à primeira instância para fatos envolvendo investigados sem prerrogativa de foro.
- Mendonça foi sorteado relator em substituição ao ministro Dias Toffoli, após a divulgação de informações sobre possível elo entre Toffoli e investigados, envolvendo a empresa Maridt Participações e negócios ligados ao Banco Master via a Reag e ao resort Tayayá.
O ministro André Mendonça, do STF, recebeu nesta sexta-feira 13 informações detalhadas sobre as investigações do caso Banco Master, em reunião com delegados da Polícia Federal. O encontro durou cerca de duas horas e abordou o panorama geral da apuração, além de questões técnicas e procedimentais.
Segundo apuração, Mendonça assumiu a relatoria do inquérito na quinta-feira, 12, após a divulgação de informações que ligariam Dias Toffoli a investigados. O ministro foi informado sobre os principais pontos já levantados pela PF e sobre o andamento das diligências.
A PF deve encaminhar nos próximos dias um relatório ao novo relator, consolidando os elementos coletados até o momento. Entre as questões em análise está a possibilidade de fatiamento da investigação, com retorno de parte do inquérito à Justiça de primeira instância para casos envolvendo investigados sem prerrogativa de foro.
Nova relatoria
Mendonça foi sorteado para substituir Dias Toffoli na relatoria do caso Master. A escolha ocorreu após a repercussão de notícias sobre suposto vínculo entre Toffoli e investigados.
A polêmica envolve a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli participa do quadro societário, conforme informações divulgadas. A Maridt teve negócios com um fundo gerido pela Reag, ligada ao Banco Master.
Outro eixo relevante é a relação entre Maridt e a Reag, que envolve o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A PF investiga se esses vínculos tiveram impacto em operações associadas ao banco.
O objetivo da PF, segundo fontes, é esclarecer eventuais ligações entre autoridades, empresas e o grupo onde o Master atua, mantendo o inquérito sob o guarda-chuva do STF enquanto houver necessidade de prerrogativa de foro.
Entre na conversa da comunidade