- O ministro do STF Dias Toffoli admite integração ao quadro societário da Maridt, empresa que vendeu o resort, mas afirma que a administração é feita por parentes, condição permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman).
- A Maridt fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, data em que encerrou sua saída, fruto de duas operações: venda de cotas ao Fundo Arllen em 27 de setembro de 2021 e alienação do saldo remanescente à PHD Holding em 21 de fevereiro de 2025.
- Todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram dentro do valor de mercado.
- A ação relacionada à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não integrava mais o grupo Tayaya Ribeirão Claro.
- Toffoli nega qualquer vínculo pessoal com Daniel Vorcaro ou com Fabiano Zettel, cunhado dele, e afirma não ter recebido valores de ambos.
O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, divulgou uma nota nesta quinta-feira (12) para esclarecer a relação com a empresa Maridt. O ministro admite integrar o quadro societário, mas afirma que a administração cabe a parentes.
Segundo o texto, a Maridt é uma empresa familiar, organizada como sociedade anônima de capital fechado, com registro na Junta Comercial e declarações entregues à Receita Federal. Todas as informações foram aprovadas.
A nota detalha que a saída da Maridt do grupo Tayaya Ribeirão Claro ocorreu em 21 de fevereiro de 2025, após duas operações: venda de cotas ao Fundo Arllen em 27 de setembro de 2021 e alienação do saldo à PHD Holding em 21 de fevereiro de 2025.
As operações teriam sido realizadas dentro do valor de mercado e declaradas à Receita.
Processo relacionado ao Banco Master
A distribuição da ação sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB ocorreu em 28 de novembro de 2025, segundo o gabinete, e já apontava que a Maridt não integrava mais o grupo Tayaya Ribeirão Claro.
Toffoli também nega vínculos com o gestor do Fundo Arllen, com Daniel Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel. O ministro afirma não ter recebido valores de ambos.
Esta nota é parte de esclarecimentos exigidos pela apuração em curso sobre o caso Master e as relações entre membros do governo e o setor financeiro.
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