- O senador Alessandro Vieira acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master e a abertura de inquérito sobre a relação entre Toffoli e terceiros via a Maridt Participações.
- Vieira afirma haver indícios suficientes para a intervenção do Supremo no caso, citando suposto vínculo comercial que poderia comprometer a imparcialidade do ministro.
- Toffoli negou ser amigo de Vorcaro e afirmou não ter recebido pagamentos do empresário, enquanto o pedido fica sob análise no STF.
- A PGR já rejeitou três pedidos da oposição para afastar Toffoli, e outras representações seguem em avaliação.
- Caso a representação seja acolhida, o tema será analisado pelo plenário do STF na forma de arguição de suspeição.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu à Procuradoria-Geral da República o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso Master. A solicitação foi encaminhada nesta quinta-feira (12) pela relatoria da CPI do Crime Organizado. O pedido também requer a instauração de um inquérito específico envolvendo a relação entre Toffoli e a empresa Maridt.
A medida aponta indícios de possível imparcialidade, com base em citações sobre o magistrado no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, segundo o parlamentar. Vieira sustenta que haveria vínculo comercial em que Toffoli poderia figurar como beneficiário de recursos.
O pedido envolve, ainda, a análise de repasses financeiros à Maridt Participações, empresa da qual Toffoli admitiu ter sido sócio. A defesa do ministro afirmou que não houve relação de amizade nem recebimento de pagamentos do empresário Vorcaro.
PGR arquivou pedidos da oposição para afastar Toffoli do caso Master
Em janeiro, a PGR já rejeitou três representações apresentadas pela oposição pedindo o afastamento de Toffoli do caso Master. As representações citaram a viagem do ministro a Lima, no Peru, com o advogado de um dos envolvidos.
Paulo Gonet afirmou que o tema já é objeto de apuração no STF, com atuação regular da PGR, e, portanto, não havia necessidade de atuação adicional no momento. A avaliação permanece em análise para futuras medidas.
Caso o STF reconheça a suspeição, o plenário poderá julgar o caso. Toffoli negou, em nota, qualquer amizade com Vorcaro e afirmou não ter recebido pagamentos do empresário.
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