- Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, está foragido há 10 dias; prisão foi decretada pela 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro por violações de medidas cautelares.
- O rapper é réu em ação penal por tentativa de homicídio qualificado e estava em liberdade com tornozeleira eletrônica, após liminar do Superior Tribunal de Justiça, que foi revogada.
- Relatórios da Seção de Monitoramento Eletrônico apontaram 66 violações entre outubro e novembro de 2025, incluindo descumprimento de recolhimento noturno e desligamento do dispositivo.
- Em vídeo após fugir, Oruam alegou falhas técnicas na tornozeleira e mostrou tentativas frustradas de recarregar o equipamento; perfil dele nas redes sociais ficou indisponível.
- A defesa sustenta que não há previsão de entrega voluntária, aponta problemas com o dispositivo e acompanha recursos; a polícia mantém atuação para localizar o foragido, com indícios de possível esconderijo em áreas associadas ao Comando Vermelho.
O rapper Oruam, cujo nome de registro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, permanece foragido há 10 dias após ter a prisão decretada pela 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu diante do descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas após deixar a cadeia em setembro do ano passado. O fuor foi determinado no dia 3.
A ordem de prisão foi expedida em meio a relatos de violações do monitoramento eletrônico. Relatórios da Seap apontaram 66 incidentes entre outubro e novembro de 2025, incluindo desligamento frequente do dispositivo e ausência de recolhimento noturno conforme o previsto. O STJ havia initially concedido liminar permitindo a liberdade com tornozeleira, mas retirou-a após as novas informações.
Após o registro de fuga, o artista publicou um vídeo nas redes alegando falhas técnicas no equipamento. Ele afirmou ter tentado recarregar o dispositivo sem sucesso. O perfil dele no Instagram ficou fora do ar logo após a circulação do material.
Contexto legal e histórico
Oruam é réu em ação penal por tentativa de homicídio qualificado, envolvendo o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz da Polícia Civil do Rio. Além dele, outros três investigados respondem pelo mesmo processo. A defesa sustenta que a tornozeleira apresentava falhas e afirma que não há previsão de entrega voluntária no momento.
O cantor é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, líder do Comando Vermelho. A trajetória do artista ganhou destaque após participação em grandes shows, incluindo o Lollapalooza de 2024, quando exibiu apoio público ao pai, cuja soltura está prevista para outubro deste ano devido a recursos legais. O episódio gerou críticas e tornou o artista alvo de atenção policial.
Prisões e buscas em andamento
A polícia mantém a busca ativa por Oruam, com levantamentos em áreas associadas ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense e no Ceará. A defesa afirma que acompanha de perto o andamento do processo e avalia recursos cabíveis, sem indicar entrega voluntária iminente. A gestão do caso envolve investigadores da Polícia Civil do Rio e o Ministério Público, que buscam cumprir a decisão judicial e esclarecer as circunstâncias que levaram ao descumprimento das medidas.
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