- A oposição protocolou nesta quinta-feira impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF, com liderança de Marcel van Hattem e Eduardo Girão; são 63 signatários entre deputados e senadores.
- A denúncia sustenta falta de imparcialidade no inquérito do Banco Master, alegando interesse de Toffoli por ser sócio da Maridt Participações S.A., ligada a Vorcaro e a transações envolvendo o resort Tayayá, no Paraná.
- O pedido, fundamentado no crime de responsabilidade previsto na Lei nº 1.079/1950, afirma que Toffoli poderia se beneficiar do julgamento em razão de seu anteparo societário.
- A denúncia aponta condutas do ministro consideradas controversas, como sigilo absoluto sobre investigações, nomeação de peritos da PF com acesso restrito e retirada de dados de parlamentares da CPMI do INSS.
- Toffoli negou recebimento de valores ilícitos e afirmou que as movimentações são legítimas, decorrentes de participação na sociedade familiar.
Oposição protocola pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF, nesta quinta-feira (12). O requerimento aponta suposta falta de imparcialidade no inquérito do Banco Master e envolve o dono da instituição, Daniel Vorcaro. Ao todo, 63 parlamentares assinam a peça.
A denúncia sustenta que Toffoli não se declarou suspeito nem se declarou impedido de atuar em investigações ligadas a Vorcaro. O ministro já admitiu ser acionista da Maridt Participações S.A., sociedade ligada aos irmãos de Toffoli, segundo a oposição.
Alegações centrais e acusação
Segundo o documento, o Banco Master é alvo de investigações por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, o que, na visão dos signatários, criaria conflito de interesses para o relator. A peça aponta que negócios envolvendo o resort Tayayá, no Paraná, estariam conectados a essa rede de empresas.
A denúncia lista decisões de Toffoli consideradas controversas pela oposição, como sigilo de procedimentos, escolha de peritos da PF com acesso restrito e instruções para manter dados de Vorcaro sob custódia restrita. Segundo os parlamentares, tais atos visariam favorecer Vorcaro.
Formalização e próximos passos
Empunhando o artigo 39 da Lei 1.079/1950, o grupo sustenta que o ministro cometeu crime de responsabilidade. Caso aceito, o processo pode levar à destituição de Toffoli. Toffoli negou, em nota, a prática de atos ilícitos, afirmando tratar-se de movimentações legítimas.
A lista de signatários inclui representantes de Novo, PL, União, Podemos, Republicanos, PSD e MDB, entre outros. A relação completa dos apoiadores está disponível na documentação oficial apresentada pela oposição.
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