- O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso do Banco Master no STF.
- Dias Toffoli deixou a relatoria após reunião entre os ministros, a pedido dele, segundo nota oficial.
- A mudança ocorreu após revelações de conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master, e apuração da Polícia Federal.
- A investigação aponta pagamentos de mais de R$ 20 milhões ao ministro, feitos pelo fundo Arleen, ligado a Vorcaro e a terceiros.
- Colegas de Toffoli defenderam a continuidade dos atos praticados pelo ministro e afirmaram apoio ao que foi feito na condução do caso.
Após a saída de Dias Toffoli, o STF sorteou o novo relator do caso Banco Master: ministro André Mendonça. A escolha ocorreu de forma aleatória, com Mendonça assumindo a condução do processo e a elaboração do relatório para julgamento.
Toffoli deixou a relatoria após reunião de ministros. Em nota conjunta, os dez membros do tribunal informaram que a decisão foi tomada a pedido do próprio ministro.
A mudança ocorre em meio a revelações de conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master. A PF enviou material ao presidente Edson Fachin, após fiscalização de celulares.
Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, ligada ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Em 2021, a empresa vendeu participação ao fundo Arleen, ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Segundo investigações, o ministro teria recebido pelo menos R$ 20 milhões, apontam conversas entre Vorcaro e Zettel. Os pagamentos teriam sido efetuados pelo fundo Arleen, conforme apuração publicada pelo UOL.
Os repasses teriam ocorrido anos após a venda do resort pela Maridt. A operação ocorreu em setembro de 2021; o contrato envolvendo Arleen foi assinado em 2024.
Toffoli nega ter recebido valores diretamente de Zettel ou Vorcaro. Em nota, afirmou desconhecer o gestor do fundo e afirmou não manter amizade com o dono do banco Master. A venda do resort foi confirmada pelo ministro.
Colegas manifestaram apoio a Toffoli, destacando a validade dos atos dele à frente do caso Master. Eles ressaltaram que ele atendeu a pedidos da PF e da PGR durante as tratativas.
A condução do caso pela PF gerou pressão sobre Toffoli, com questionamentos sobre o foro e a atuação do ministro. O retorno de Mendonça ao processo ocorre em meio a investigações em curso.
Em 29 de novembro, Toffoli viajou de jatinho com um advogado de um investigado para Lima, no Peru, para acompanhar a final da Libertadores. O empresário Luiz Oswaldo Pastore foi passageiro; ele aparece em registros ligados ao caso Tayayá.
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