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Atriz denuncia governo da Albânia por uso de sua imagem em ministra criada por IA

Atriz albanesa move ação contra uso de sua imagem na ministra gerada por IA, alegando violação de contrato e dados pessoais, visando suspensão da personagem Diella

Atriz Anila Bisha e Diella (IA que é ministra da Albânia) — Foto: Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro
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  • Ator albanesa Anila Bisha acionou o Tribunal Administrativo para suspender o uso de sua imagem, após ela verificar que foi usada para criar a ministra de IA Diella.
  • Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama nomeou Diella, IA chamada de “sol” em albanês, como ministra responsável por decisões sobre licitações públicas.
  • Bisha diz que autorizou o uso de sua imagem apenas para a assistente virtual do portal E-Albania, e não para a ministra virtual.
  • Ela afirma que o acordo assinado não previa a criação da ministra e que houve “exploração da identidade e dos dados pessoais”.
  • A atriz diz que a empresa responsável pela IA registrou patente da imagem e da voz sem avisá-la, o que considera ilegal, levando-a a buscar a Justiça.

A atriz albanesa Anila Bisha acionou o Tribunal Administrativo para pedir a suspensão do uso de sua imagem na ministra criada por IA, Diella. A ação foi protocolada nesta semana após a nomeação da figura digital pelo governo.

Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama nomeou Diella, uma ministra gerada por inteligência artificial, para atuar em decisões sobre licitações públicas. A medida foi apresentada como parte de um combate à corrupção.

A trama envolve o uso autorizado da imagem de Bisha para representar a assistente virtual do portal E-Albania. Ela afirma que o acordo não previa a aplicação da imagem na ministra digital.

Segundo a atriz, a autorização foi concedida apenas para serviços aos cidadãos pelo portal. Ela destaca que o contrato tinha validade até 31 de dezembro de 2025, sem abranger Diella.

Bisha sustenta que a Agência Nacional da Sociedade da Informação registrou patente sobre sua imagem e voz sem avisá-la. Ela classifica o ato como ilegal e prejudicial à sua atuação profissional.

A atriz disse à AFP que esperava um acordo amigável, mas não obteve resposta das autoridades. Por isso, decidiu buscar a Justiça na segunda-feira passada.

A reportagem não inclui posicionamentos oficiais adicionais, mas indica que a contestação foca na legalidade do uso de imagem e voz da atriz sem consentimento específico para a ministra digital.

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