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PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após citações no celular de Vorcaro

PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após citações no celular de Vorcaro; ministro contesta legitimidade da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Foto: Nelson Jr./STF
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  • A Polícia Federal pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli na apuração do Banco Master, após achar menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro.
  • Toffoli chamou a ação da PF de “ilações” e disse que a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo.
  • A informação sobre as menções surgiu via UOL e foi confirmada pela CartaCapital.
  • O caso envolve pressões para Toffoli se afastar da relatoria do Master, especialmente após revelações sobre viagem de jatinho com um advogado de Vorcaro e possíveis vínculos entre familiares do ministro e o Master.
  • A disputa é marcada por atrito entre Toffoli e a PF; o ministro determinou o lacre de materiais apreendidos para entregar à Procuradoria-Geral da República.
  • O caso Master chegou ao STF a pedido da defesa de Vorcaro no fim de novembro de 2025, que buscava transferir as investigações da Operação Compliance Zero para o STF, alegando documentos citando autoridades com foro por prerrogativa de função.

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli na apuração sobre o Banco Master. A PF quer afastar Toffoli após encontrar menções ao relator no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master.

Toffoli reagiu, classificando a iniciativa como ilações e afirmou que a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo. Sobre o conteúdo, disse que o tema será apresentado ao presidente da Corte. A confirmação veio pelo UOL e foi ratificada pela CartaCapital.

A reportagem aponta pressão para que Toffoli se declare impedido no caso Master, especialmente após revelações sobre viagem de jatinho particular com um advogado de Vorcaro e vínculos profissionais entre familiares do ministro e o Master.

Ao longo das tratativas, interlocutores de Toffoli apontaram baixa probabilidade de ele se retirar voluntariamente do caso. Em seguida, houve atrito entre Toffoli e a PF, depois de ele determinar que buscas e apreensões fossem lacradas para a Procuradoria-Geral da República.

Como o caso Master chegou ao STF

No fim de novembro de 2025, a defesa de Vorcaro acionou o STF para transferir as investigações da Operação Compliance Zero, realizadas na 10ª Vara Federal Criminal do DF, para o tribunal. Os advogados sustentaram que documentos encontrados nas buscas citavam autoridades com foro.

Com indícios de participação de pessoas com prerrogativa de função, a defesa também disse que a investigação não deveria ocorrer na primeira instância. O caso foi sorteado para Toffoli, que decretou sigilo logo no mesmo dia.

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