- A defesa do perito Eduardo Tagliaferro conseguiu adiamento de audiência na Itália, para apresentação de documentos brasileiros, remarcada para 20 de março.
- A justificativa é assegurar o devido processo legal, a cooperação jurídico-internacional e a ampla defesa, com apresentação completa de documentos relevantes.
- Tagliaferro é acusado de violação de sigilo funcional; ele deixou o TSE e divulgou mensagens entre gabinetes do ministro Alexandre de Moraes no TSE e no STF, no caso conhecido como “vaza-toga”.
- Moraes nega irregularidades; nota do gabinete afirma que procedimentos nos tribunais foram regulares.
- No Supremo, a defesa chegou a pedir a suspeição do ministro Fachin, pedido que foi negado; a defesa contesta a condução do processo, incluindo a citação por edital.
A defesa do perito Eduardo Tagliaferro obteve adiamento para apresentar documentos do Brasil às autoridades italianas. A sessão foi remarcada para o dia 20 de março, após ocorrer a prorrogação nesta quarta-feira, 12. A medida tem como objetivo assegurar o devido processo legal, a cooperação internacional e a ampla defesa.
Tagliaferro é acusado de violação de sigilo funcional. Ele atuou como assessor especial de enfrentamento à desinformação no TSE e, após deixar o cargo, passou a divulgar mensagens envolvendo gabinetes do ministro Alexandre de Moraes no TSE e no STF. As informações formaram o núcleo do caso, conhecido pela imprensa como vaza-toga.
Processo e desdobramentos
O Ministério Público e a defesa divergem sobre os métodos de intimação. A defesa argumenta que Tagliaferro está na Itália e deveria ser intimado por carta rogatória, não por citação por edital, que é exceção no Brasil. O pleito sustenta que a comunicação deve ocorrer por meio de autoridades brasileiras e italianas.
Em nota, Moraes afirmou que não houve irregularidades nos procedimentos, defendendo a regularidade dos atos processuais. No STF, houve tentativa de suspeição do ministro, negada pela presidência. A defesa aponta ainda sinais de violação processual e questiona rituais de citação.
Outros fatos relevantes
Carla Zambelli também está na Itália. Ela foi condenada no Brasil a dez anos de prisão por suposto financiamento a uma invasão ao CNJ. Em setembro de 2025, Tagliaferro prestou depoimento em defesa de Zambelli na Câmara dos Deputados, citando documentos, e-mails oficiais e conversas de WhatsApp que, segundo a defesa, indicariam perseguição.
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