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Defesa de Bolsonaro apresenta laudo médico e solicita prisão domiciliar

Defesa de Bolsonaro apresenta laudo médico com dez doenças e recomendação de monitoramento contínuo, renovando pedido de prisão domiciliar humanitária

Laudo do assistente técnico da defesa aponta para riscos concretos a Bolsonaro. Documento é utilizado para pedir prisão domiciliar humanitária. (Foto: Andre Borges/EFE)
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  • Defesa de Jair Bolsonaro entregou laudo médico ao STF pedindo prisão domiciliar humanitária, assinado por Cláudio Birolini.
  • Documento, com 168 páginas, aponta dez problemas de saúde atribuídos ao ex-presidente.
  • Entre eles estão hipertensão, doença aterosclerótica do coração, câncer de pele, apneia do sono e pneumonia bacteriana.
  • Laudo afirma que, sem tratamento adequado, há risco de arritmia, infarto e AVC, e solicita monitoramento contínuo, exames e acesso a medicações e avaliações médicas regulares.
  • Também há laudo de fisioterapeuta destacando que, diante de nove cirurgias, a fisioterapia é essencial para a sobrevivência do paciente.

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao ministro do STF Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (11), o laudo médico assinado por Cláudio Birolini, na função de assistente técnico da defesa. O documento reforça o pedido de prisão domiciliar humanitária.

Segundo os advogados, não é possível aguardar evento irreversível para reconhecer a inadequação do ambiente de custódia, conforme a Constituição e a jurisprudência consolidada do tribunal.

Diferentemente do que a PF havia apontado, o laudo de Birolini sustenta risco de agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro se o tratamento adequado não for realizado, aumentando a necessidade de monitoramento médico contínuo.

Laudo aponta dez problemas de saúde

O relatório, com 168 páginas, aponta 10 problemas de saúde atribuídos a Bolsonaro: hipertensão; oclusão e estenose de carótidas; doença aterosclerótica do coração; refluxo gastroesofágico; câncer de pele; pneumonia bacteriana; apneia do sono; hérnia inguinal unilateral; soluços e anemia.

O documento atribui à facada de 2018 sequelas como atrofia muscular do abdômen e hérnias, além de danos psicológicos secundários ao trauma. Também recomenda monitoramento contínuo da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

Além disso, o laudo sustenta que, sem tratamento adequado, existe risco de arritmia, infarto e acidente vascular cerebral. Indica ainda que sintomas depressivos podem comprometer autonomia e autocuidado.

Outro laudo anexado é do fisioterapeuta de Bolsonaro, que destaca que, diante de nove cirurgias, a fisioterapia não é opcional e é fundamental para a sobrevivência do paciente.

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