- A corte suprema da Malásia restabeleceu a condenação por corrupção e a pena de seis anos de prisão ao ex-presidente da Felda, Mohamad Isa Abdul Samad, informou a Bernama.
- Em março de 2024, um tribunal de apelação havia revertido a condenação por nove acusações de suborno relacionadas ao recebimento de cerca de 3 milhões de ringgit ligado à compra de um hotel durante seu mandato na Felda.
- Mohamad Isa liderou a Felda de 2011 a 2017 e nega irregularidades.
- Um tribunal de três integrantes da Corte Federal, nesta terça, aceitou o recurso do Ministério Público contra a absolvição, determinando que a pena imposta pelo tribunal inferior era adequada e legal.
- A Bernama destacou que a decisão ocorre em meio a anos de acusações de corrupção e má gestão envolvendo a Felda.
O Tribunal Federal da Malásia reinstaurou a condenação por corrupção e a sentença de seis anos de prisão impostas a Mohamad Isa Abdul Samad, ex-presidente da Felda, a estatal de plantações de palma. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, em Kuala Lumpur, com base no veredito de um tribunal superior e no relatório da Bernama.
A Justiça decidiu atender ao recurso do Ministério Público contra a absolvição de Mohamad Isa em nove acusações de suborno relacionadas ao recebimento de cerca de 3 milhões de ringgit, referente à compra de um hotel durante seu mandato como presidente da Felda, entre 2011 e 2017. O tribunal entendeu que a pena fixada anteriormente estava adequada, de acordo com a lei.
Mohamad Isa nega ter cometido irregularidades. Em março de 2024, um tribunal de apelação havia reverter a condenação, que havia sido proferida em primeira instância, causando controvérsia sobre o destino da pena. A decisão de hoje mantém a trajetória de Felda, que tem sido alvo de críticas por gestão e casos de corrupção ao longo dos últimos anos.
A Felda, agência estatal de palmáceas, enfrentou controvérsias de gestão e perdas financeiras significativas nos últimos anos. Mohamad Isa presidiu a Felda de 2011 a 2017, período marcado por denúncias de transações suspeitas envolvendo a estatal e a FGV Holdings, sua unidade listada na época. A FGV foi retirada da bolsa pelo Felda na década seguinte, com planos de reestruturação anunciados pela organização estatal.
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