- O ministro Floriano de Azevedo Marques votou, na terça-feira, dez, pela rejeição da cassação do senador Jorge Seif (PL-SC) por abuso de poder econômico em 2022.
- O julgamento foi suspenso e será retomado na quinta-feira, doze, para continuar a análise do recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.
- O TSE já havia rejeitado, de forma unânime, a denúncia apresentada pela Coligação Bora Trabalhar, que envolve Patriota, PSD e União Brasil.
- A acusação sustenta que Seif recebeu apoio financeiro de Luciano Hang, da Havan, e de um sindicato patronal, sem a devida declaração à Justiça Eleitoral. espera-se que esse apoio tenha influenciado a vitória do candidato.
- Além de Seif, são alvo da ação os suplentes Hermes Artur Klann e Adrian Rogers Censi, e o empresário Almir Manoel Atanazio dos Santos; a defesa nega irregularidades e a acusação contesta a prova apresentada.
O ministro Floriano de Azevedo Marques votou nesta terça-feira (10) contra a cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC) por suposto abuso de poder econômico durante a campanha de 2022. O julgamento, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi suspenso e deverá ser retomado na próxima quinta (12).
A ação foi movida pela Coligação Bora Trabalhar, que reúne Patriota, PSD e União Brasil, e contesta a vitória de Seif alegando vantagens financeiras não declaradas à Justiça Eleitoral. O TRE de Santa Catarina já havia rejeitado o pedido por unanimidade, sustentando litígio de má-fé por parte da coligação.
O caso envolve suposto benefício financeiro de empresário ligado ao setor calçadista e ao empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, além de apoio de um sindicato patronal local. Seif é acusado de ter recebido recursos que teriam influenciado o resultado das urnas, sem que tais auxílios fossem declarados.
Progresso do julgamento
O TSE vinha analisando o recurso contra a decisão catarinense desde abril de 2024. O MP Eleitoral defende a cassação do mandato, apontando uso indevido de recursos na campanha. A defesa de Seif contesta as acusações, afirmando que não há provas cabais para condenação.
Participação de testemunhas e próximos passos
Após o voto do relator, outros ministros devem votar para definir o desfecho. A próxima sessão deve retomar a análise do recurso e decidir sobre a continuidade ou não do mandato de Seif. O resultado depende da avaliação de provas apresentadas durante o processo.
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