- A juíza Cynthia Valenzuela determinou a rejeição das acusações contra Jonathon Redondo-Rosales (36) com prejuízo, impedindo que o caso seja reaberto.
- A decisão afirma que o governo agiu de má-fé, apontando inconsistências nos relatos oficiais e nos danos narrados pelo réu.
- Redondo-Rosales ficou preso por seis meses, após ser detido em 2 de agosto durante protesto em Los Angeles contra a política de imigração.
- As acusações diziam que ele teria agredido um oficial da Federal Protective Service; vídeo mostrou o momento em que ele mexeu o chapéu e houve contato com o veículo oficial.
- A promotoria pediu a dispensa sem prejuízo, citando uma suposta violação de condição de liberdade, mas a juíza autorizou a dispensa com prejuízo, permitindo que o caso não seja reaberto.
- Redondo-Rosales foi liberado na sexta-feira após a primeira dispensa, segundo a advogada Katherine McBroom.
A Justiça dos EUA rejeitou as acusações contra Jonathon Redondo-Rosales, protestante de Los Angeles, após seis meses de detenção. O juiz afirmou que o governo atuou de má-fé no caso, que envolvia suposta agressão a um oficial com um boné de pano durante protesto em 2 de agosto.
Redondo-Rosales, de 36 anos, é criador de conteúdo no TikTok e cidadão americano. O arresto ocorreu durante manifestação contra a política de imigração do governo. O caso foi movido pela Federal Protective Service, braço da DHS.
Na decisão, a juíza Cynthia Valenzuela criticou a condução do inquérito, apontando inconsistências no relato das autoridades e destacando ferimentos que o réu disse ter sofrido. Vídeos do incidente não mostram ele desferindo socos contra o oficial.
O julgamento envolve o uso de força policial e a posição de Redondo-Rosales diante de uma viatura do governo. Segundo a defesa, o réu afastou-se, perdeu o chapéu e acabou tendo o rosto atingido por spray de irritante, além de sofrer cortes e ferimentos.
Outros elementos do processo também foram questionados pela defesa, como documentos sobre o caso de agressão a outro oficial e a recusa de tornar testemunhas os agentes envolvidos. A promotoria contestou parte desses pedidos.
A juíza ordenou a extinção do processo com prejuízo, impedindo nova acusação. Em sua decisão, Valenzuela afirmou que a manifestação de protesto é protegido pela primeira emenda e que reabrir o caso traria riscos de uso desproporcional da persecução.
A autoridade ressaltou que a reabertura poderia encorajar táticas de intimidação contra manifestantes. A defesa comemora a decisão, destacando que o réu voltará à comunidade após a liberação recente.
A DHS e a promotoria de Los Angeles não comentaram o caso na terça-feira. O oficial identificado como ZC não teve identidade divulgada publicamente. O veredito não encerra investigações paralelas que possam existir.
Entre na conversa da comunidade