- Ghislaine Maxwell não respondeu a perguntas em depoimento a portas fechadas da comissão de supervisão e reforma do governo, invocando a Quinta Emenda.
- O advogado de Maxwell informou que ela também afirmou seu direito de permanecer em silêncio diante da comissão.
- O representante democrata Robert García criticou a ausência de respostas e questionou quem Maxwell estaria protegendo.
- García disse que Maxwell vem recebendo tratamento especial numa prisão de baixa segurança na gestão de Donald Trump e afirmou que há um “encobrimento” que precisa ser apurado.
- Outros congressistas mencionaram inconsistências na conduta de Maxwell, que já havia conversado com o ex-vice-procurador Todd Blanche, enquanto o Departamento de Justiça sustenta que não há lista de nomes de homens envolvidos nos abusos.
Ghislaine Maxwell se recusou a responder perguntas durante uma oitiva a portas fechadas na sexta-feira, na Câmara dos EUA, provocando críticas de um representante democrata envolvido na defesa da divulgação dos processos sobre Jeffrey Epstein. Maxwell invocou o direito de permanecer em silêncio ao usar a Quinta Emenda, segundo o advogado da ré. A sessão ocorreu após meses de cumprimento de um mandato de subpoenas.
O advogado de Maxwell afirmou que a empresária pretende permanecer em silêncio por questões legais ligadas a um habeas corpus em tramitação, sem indicar as perguntas que responderia se tivesse autorizado. A decisão foi recebida com questionamentos sobre tratamento diferenciado na prisão de segurança baixa, sob a gestão administrativa da atual administração, de acordo com o repórter presente.
Robert Garcia, integrante do comitê de fiscalização, lamentou o silêncio e afirmou que Maxwell não forneceu informações sobre pessoas ligadas à rede de Epstein. O congressista disse ainda que a audiência alimenta dúvidas sobre tratamento especial e sugeriu haver uma obstrução de investigações, enquanto a Casa Branca não se pronunciou de forma pública.
Ro Khanna, também democrata da Califórnia, apontou inconsistências entre o comportamento de Maxwell nesta oitiva e uma participação anterior que incluiu uma entrevista com o subprocurador-geral Todd Blanche. Segundo Khanna, Maxwell havia sinalizado disponibilidade para responder a perguntas em outra ocasião.
Contexto
Maxwell já foi condenada pela atração de meninas adolescentes para o círculo de Epstein e cumpre uma pena de 20 anos de prisão. A Oitiva ocorreu em meio a debates sobre a transparência dos arquivos de Epstein, com leis propostas para ampliar o alcance de informações ao público. O governo mantém posição de que não há lista oficial com nomes de todos os envolvidos em abusos.
O caso envolve ainda perguntas sobre a existência de coautores mencionados pela defesa, bem como possíveis listas de clientes ou registros que identifiquem associados de Epstein. A comunidade legislativa tem interesse em esclarecer quem, além de Epstein, esteve diretamente envolvido nos abusos.
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