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Pais da garota relatam mensagens de assédio no mar à mulher de ministro do STJ

Pais da jovem de 18 anos relatam à esposa do ministro Marco Buzzi o relato de assédio no mar; mensagens revelam dúvidas sobre a versão

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça — Foto: José Alberto/STJ
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  • Pais da jovem de dezoito anos contaram à esposa do ministro Marco Buzzi, Katcha Valesca, o relato de assédio no mar.
  • O blog teve acesso a mensagens entre a família e Katcha, incluindo o pai descrevendo o ocorrido e a filha, e a resposta da mulher expressando incredulidade.
  • A mãe afirmou ter confrontado Marco e que a filha chorava; a família diz estar abalada pela quebra de confiança.
  • Katcha afirmou não entender totalmente o que houve e duvidou do relato, dizendo que conhece Marco há 47 anos e que ele convive com jovens sem indícios de abordagem.
  • O caso é registrado como importunação sexual; as investigações tramitam em sigilo e foram notificadas ao Conselho Nacional de Justiça e encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, devido ao foro privilegiado, com o episódio ocorrendo em Balneário Calboriú, Santa Catarina.

Os pais de uma jovem de 18 anos que acusa o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de assédio contaram o relato à esposa do magistrado, Katcha Valesca. O encontro ocorreu durante a semana, quando a família levou ao conhecimento da mulher o que ocorreu com a filha.

Na conversa, o pai informou que a casa deles permanece aberta para a jovem, mas descreveu o episódio de forma direta. O relato descreve que, no mar, o ministro teria usado de aproximação física indevida.

Katcha respondeu indicando surpresa com a acusação e informou que não tinha conhecimento de conduta semelhante. A mulher afirmou ainda que conhece o marido há 43 anos e que, ao longo do tempo, não houve nada parecido.

A mãe da jovem afirmou ter contado ao ministro que a filha chorava e que ele questionou se seria melhor não retornar para casa. Disse que houve receio de confronto devido ao pior cenário.

Em mensagens, a família manifestou abalo pela quebra de confiança. A mãe ressaltou que Marco era visto como figura próxima aos filhos. Após o ocorrido, a família optou por retornar a São Paulo.

A defesa de Buzzi nega o suposto crime e afirma tratar-se de retrocesso civilizacional qualquer tentativa de julgamento antes de investigação formal. O caso tramita com segredo de justiça.

Jovem relatou o abuso durante uma viagem a Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no início deste ano. O depoimento foi prestado à Polícia Civil de São Paulo no dia 14 de janeiro.

Segundo o relato, o ministro levou a jovem para uma área da praia e, dentro da água, houve aproximação física. Ela afirma ter sido tocada e tentado se desvencilhar, sem sucesso inicial.

A investigação também envolve o foro privilegiado de Buzzi, com encaminhamento do caso ao CNJ e ao STF. A denúncia inicial é de importunação sexual e pode resultar em pena de 1 a 5 anos, conforme o Código Penal.

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