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Moraes mantém prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro

Moraes mantém prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, aponta monitoramento a Moraes; defesa não apresentou novo argumento para relaxar a prisão

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
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  • O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva do coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro.
  • Câmara foi condenado a vinte e um anos de prisão por envolvimento na trama golpista.
  • As investigações da Polícia Federal apontam Câmara como responsável por monitorar Moraes, com objetivo de assassinar o ministro, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
  • Moraes disse que a defesa não apresentou novos argumentos para relaxar a prisão e que as circunstâncias já destacadas permanecem inalteradas.
  • Em decisão anterior, Moraes já havia negado que Câmara pudesse atuar na análise de obras militares para o Comando Militar do Planalto, alegando incompatibilidade com a condenação.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu nesta segunda-feira 9 manter a prisão do coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Câmara foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, segundo Moraes. A defesa não apresentou argumentos novos para relaxar a prisão.

As investigações da Polícia Federal indicam que Câmara ficou responsável pelo monitoramento de Moraes. O grupo buscava atentado contra o ministro, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, conforme apurado até então.

Na decisão, Moraes afirmou que a tentativa de obter informações sigilosas do acordo de colaboração premiada de Mauro Cid demonstra o risco gerado pela liberdade do réu. O ministro manteve a prisão preventiva decretada anteriormente.

Esta é a segunda derrota da defesa de Câmara no STF neste ano. No início do mês, Moraes negou que o coronel trabalhasse com análise de obras militares e produção de relatórios para o Comando Militar do Planalto.

O magistrado destacou que o modelo de trabalho sugerido é incompatível com a condenação do militar. Em termos jurídicos, o envolvimento em atividades de aperfeiçoamento das Forças Armadas não é compatível com o regime pelo qual foi condenado.

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