- Um juiz de imigração rejeitou os esforços da administração Trump para deportar Rümeysa Öztürk, estudante de doutorado da Tufts University.
- Öztürk foi presa em março, em Massachusetts, quando o DHS revogou seu visto de estudante, no contexto de ações contra ativistas pró-Palestina.
- A base apresentada pelas autoridades foi um editorial que ela co-escreveu no jornal estudantil do campus, escrito um ano antes.
- Em 29 de janeiro, o juiz decidiu que o Departamento de Segurança Interna não comprovou a removibilidade e encerrrou o processo, segundo os advogados.
- A decisão não foi tornada pública até o momento, e a administração pode recorrer à Junta de Apelações de Imigração; Öztürk já havia sido liberada da custódia em maio.
Um juiz de imigração rejeitou a tentativa da administração Trump de deportar Rümeysa Öztürk, estudante de doutorado da Tufts University. Öztürk foi presa no ano passado durante ações contra ativistas pró-Palestina no campus, segundo seus advogados.
Os defensores ressaltam que a decisão foi comunicada ao segundo tribunal de apelações dos EUA, que avaliava um veredito anterior que a deixou em liberdade em maio. O juiz de imigração em Boston, Roopal Patel, encerrou o processo em 29 de janeiro, indicando que o DHS não comprovou a removibilidade da pesquisadora.
Öztürk, pesquisadora em desenvolvimento infantil, foi detida no subúrbio de Somerville, em Massachusetts, após o Departamento de Segurança Interna ter revogado seu visto estudantil. A única base apresentada para a revogação foi um editorial que co-escreveu no jornal estudantil da Tufts, criticando a resposta da universidade à guerra em Gaza.
A defesa registra que a decisão não é pública, e o governo pode recorrer à Board of Immigration Appeals, órgão vinculado ao Departamento de Justiça. A DHS não se pronunciou sobre o assunto até o momento.
Contexto do caso e desdobramentos
A prisão de Öztürk ganhou repercussão após viralizar em vídeo que mostrou a detenção em Somerville. A ex-Brasil Fulbright esteve 45 dias em uma instalação de detenção na Louisiana antes de ser libertada por ordem de um juiz federal em Vermont, que considerou plausível a alegação de retaliação por liberdade de expressão.
Agora, a avaliação de deportação fica em suspenso. A defesa sustenta que a detenção violou direitos de expressão, enquanto o governo poderá contestar a decisão na instância competente. As próximas etapas dependerão de decisões judiciais futuras e de recursos administrativos.
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