- Ghislaine Maxwell recusou-se a responder perguntas em depoimento à Comissão de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara, invocando a Quinta Emenda.
- Maxwell já foi considerada culpada, em 2021, por ajudar Jeffrey Epstein a abusar sexualmente de adolescentes e cumpre pena de 20 anos.
- Membros do comitê criticaram a ausência de respostas, indicando que perguntas não foram respondidas sobre crimes cometidos e possíveis coautores.
- Democratas disseram que o depoimento serviu a uma campanha de clemência a Maxwell junto ao presidente Donald Trump; Maxwell afirma ficará disposta a falar se houver clemência.
- O depoimento ocorre durante a divulgação de milhões de documentos internos sobre Epstein; novos depoimentos estão marcados para 26 de fevereiro, com Hillary Clinton, e 27 de fevereiro, com Bill Clinton.
Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, recusou responder a perguntas em uma deposição diante do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos EUA nesta segunda-feira. A radionovel de depoimento ocorreu em Washington, com Maxwell invocando a proteção do Quinto Emenda contra autoincriminação. Ela cumpre pena de 20 anos pela sua participação na exploração de meninas adolescentes.
Segundo lawmakers, Maxwell não respondeu a perguntas que envolviam crimes atribuídos a ela e a Epstein, bem como possíveis coautores. O presidente do comitê, o republicano James Comer, afirmou que as perguntas eram relevantes para a investigação em curso.
Democratas do comitê criticaram o uso da deposição como parte de uma campanha pela clemência. Eles disseram que não obtiveram respostas substanciais que ajudem a apurar os fatos. O advogado de Maxwell, David Markus, alegou orientação legal para invocar o Fifth Amendment devido a um habeas corpus pendente que contestaria o processo.
Condenação, defesa e cadeia
O advogado de Maxwell afirmou que a condenação repousa sobre um julgamento injusto, citando fundamentos legais para a recusa. Markus também indicou que Maxwell estaria disposta a falar de forma completa caso recebesse clemência presidencial de Donald Trump.
A atuação do Departamento de Justiça inclui a divulgação de milhões de documentos internos relacionados a Epstein, ampliando o escrutínio sobre o caso. Entre os itens, há imagens de diversas pessoas associadas a Epstein, com trechos de notas que geraram discussões sobre o envolvimento de outras figuras públicas.
Trump adequada e reiteradamente negou ter conhecimento sobre os crimes de Epstein, afirmando ter rompido relações com o empresário nos anos anteriores ao acordo de 2008. O ex-presidente disse ainda que a nota considerada sugestiva era falsa.
Próximos passos no inquérito
A equipe de Comer informou que há cinco depoimentos marcados, incluindo o de Hillary Clinton em 26 de fevereiro e o de Bill Clinton em 27 de fevereiro. A expectativa é que as audiências prossigam com depoentes de alto nível, mantendo o foco na apuração.
O advogado Markus concluiu que Maxwell poderia explicar tudo de forma aberta caso recebesse clemência presidencial. A equipe do comitê não anunciou novas condutas além dos depoimentos programados, mantendo o formato de apuração em curso.
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