- Ghislaine Maxwell recusou depor diante do Comitê de Supervisão da Câmara, alegando direito legal de não se incriminar.
- Ela foi convocada para esclarecer ligações de Jeffrey Epstein com figuras poderosas, enquanto cumpre pena de vinte anos de prisão por tráfico sexual.
- Os advogados de Maxwell disseram que aceitariam depor apenas se o presidente Donald Trump a perdoasse; o Congresso negou imunidade solicitada.
- Maxwell é a única pessoa condenada por delitos ligados a Epstein, que morreu na prisão em 2019, em circunstâncias classificadas como suicídio.
- Bill Clinton deverá depor em 27 de fevereiro e Hillary Clinton na véspera; Trump não foi convocado, e Maxwell foi transferida para prisão de mínima segurança no Texas após reunião com o procurador-geral adjunto Todd Blanche.
Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Jeffrey Epstein, recusou-se a responder às perguntas de um comitê do Congresso dos Estados Unidos, alegando seu direito de não se incriminar. A sessão ocorreu nesta segunda-feira, 9, diante do Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados, que investiga as ligações de Epstein com figuras poderosas e como as informações sobre seus crimes foram tratadas.
Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual. Os parlamentares informaram que a socialite britânica foi convocada para depor sobre crimes cometidos por Epstein e possíveis cúmplices, além de questionamentos sobre o manejo de dados da investigação. O advogado da ex-prisioneira afirmou que ela só deporá se recebesse perdão presidencial.
Os representantes apontaram que a defesa tentou obter imunidade legal para o depoimento, pedido negado pelo Congresso. Maxwell foi condenada por crimes relacionados a Epstein, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico de menores, considerado suicídio pela justiça norte-americana.
Situação de Maxwell e relação com Trump
O comitê também informou que o ex-presidente Donald Trump poderia ter interesse em perdoá-la, segundo relatos dos advogados de Maxwell. A discussão em torno de um possível perdão não se confirmou, e o grupo não impôs a depor com imunidade. O caso Epstein envolve vínculos com outras personalidades públicas de alto escalão.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitar serviços de prostituição a uma menor. Os seus vínculos com pessoas influentes, ampliados após a libertação em 2009, alimentaram controvérsias globais sobre tratamento de crimes sexuais e relações com elites. A divulgação de documentos do governo sobre a investigação também gerou debate público.
O ex-presidente Bill Clinton deverá depor sobre a relação com Epstein em 27 de fevereiro, enquanto Hillary Clinton deverá depor um dia antes, conforme anúncio do comitê. Nem Clinton nem Trump foram acusados de delitos relacionados ao financista, cuja morte continua a ser objeto de investigação pública e jornalística.
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