- Mulher de 55 anos foi presa em Guararema por supostamente vender três netas para um piloto de 60 anos, que também foi detido dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas.
- O piloto é suspeito de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.
- A operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
- Ao todo foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, com 32 policiais civis e 14 viaturas envolvidas.
- A mãe de uma das vítimas foi presa em flagrante por enviar vídeos da filha ao piloto; o inquérito, iniciado em outubro de 2025, já identificou três vítimas de 11, 12 e 15 anos.
Em Guararema, na Grande São Paulo, uma mulher de 55 anos foi presa nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, por supostamente vender as netas para um piloto de 60 anos. O piloto também foi detido, dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na zona Sul da capital paulista. As prisões fazem parte de uma operação da Polícia Civil.
Segundo o DHPP, a mulher recebia pagamentos do piloto em troca da exploração sexual das menores de idade. As investigações apontam que a rede criminosa atuava com documentação falsa para manter contato com as vítimas.
O piloto foi preso dentro da aeronave durante o embarque de um voo. Ele é suspeito de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos. Os investigadores apontam uso de móteis com menores.
A operação Apertem os Cintos envolveu 32 policiais civis e 14 viaturas. Ao todo, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra quatro investigados. O inquérito começou em outubro de 2025.
Além das prisões, a mãe de uma das vítimas foi presa em flagrante por enviar vídeos da filha ao piloto e por armazenar e transmitir conteúdo. Ao menos três vítimas foram identificadas até o momento, com idades de 11, 12 e 15 anos.
A Polícia Civil afirma que a organização tinha divisão de funções e atuava de forma coordenada visando a exploração sexual de crianças e adolescentes. O caso envolve estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e uso de documentos falsos.
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que os crimes estão sob investigação e que a rede apresentava indícios de habitualidade, com atuação articulada entre os envolvidos. A Latam Airlines Brasil informou que o voo operou normalmente e que abriu apuração interna. A companhia reiterou cooperação com as autoridades.
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