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Atirador de mesquita na NZ admite culpabilidade por saúde mental

Tarrant afirma que a saúde mental deteriorou-se na prisão, tornando a culpa inadequada e buscando anular a condenação

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Brenton Tarrant, the gunman who shot and killed worshippers in the Christchurch mosque attacks, listens as Crown prosecutor Mark Zarifeh delivers his submission during Tarrant's sentencing at Christchurch High Court, August 27, 2020.
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  • Brenton Tarrant, de 35 anos, pediu ao tribunal de Wellington, via vídeo, para reverter a condenação e alegou que sua saúde mental o tornou irracional ao se declarar culpado.
  • Em Christchurch, em março de 2019, ele matou 51 fiéis muçulmanos em dois mosques, em ataque considerado o pior da história do país; havia divulgado manifesto racista e filmado os atiradores.
  • Tarrant se declarou culpado, um ano após negar as acusações, respondendo a 51 acusações de homicídio, 40 de tentativa de homicídio e uma de atoterrorista.
  • O recurso argumenta que as condições de prisão deterioraram sua saúde mental a ponto de torná-lo incapaz de tomar decisões racionais quando se declarou culpado.
  • Ele cumpre pena de prisão perpetua sem possibilidade de liberdade condicional; a apelação deve durar cinco dias, com desfecho previsto para esta sexta-feira. Se o recurso for aceito, o caso volta ao Tribunal Superior para novo julgamento; caso não, haverá nova audiência sobre a sentença.

Brenton Tarrant, o atirador de Christchurch, alegou em tribunal que esteve em estado irracional ao aceitar as acusações de 2019. O falante por videoconferência pediu a anulação de sua confissão de culpa, que abriu caminho para a sentença definitiva.

O australiano, de 35 anos, abriu fogo em duas mesquitas durante as orações de sexta-feira, em março de 2019, provocando a morte de 51 pessoas. O ataque ficou registrado como o pior ataque massivo na história da Nova Zelândia.

Tarrant já havia se colocado como réu de todas as acusações, mas acabou reconhecendo culpa em 51 acusações de murder, 40 de tentativa de homicídio e um de ato terrorista. A defesa sustenta que as condições de prisão prejudicaram sua sanidade.

Segundo reportagem, o Tribunal de Apelação irá verificar se a defesa foi capaz de reconhecer decisões racionais na época da confissão, levando em conta as condições do cárcere. Ele cumpre pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O recurso tem sessão de cinco dias e deve encerrar nesta sexta-feira. Caso o pedido de vacação das confissões seja negado, uma nova audiência poderá rever a pena no decorrer do ano. Se aceito, o caso volta ao High Court para novo julgamento.

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