- O Banco Central solicitou acesso ao vídeo do depoimento do diretor de fiscalização Ailton de Aquino Santos, e o ministro Dias Toffoli autorizou a divulgação ao público, mantendo sigilo parcial no Inquérito 5.026 até manifestação da Procuradoria-Geral da República.
- O inquérito investiga um esquema de fabricação de Cédulas de Crédito Bancário sem valor real; a instituição financeira envolvida foi liquidada extrajudicialmente e Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos.
- Depois das prisões, Toffoli passou a manter autos em sigilo, determinou que as provas fossem encaminhadas ao prédio do Supremo e indicou peritos para atuarem no caso.
- Jornalistas localizaram o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), fundado pela família do ministro, que já teve Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, entre seus acionistas.
- O assunto alimentou debates sobre ética no STF, com o presidente Fachin abrindo a abertura de um código de ética e designando Cármen Lúcia como relatora.
O ministro Dias Toffoli autorizou o acesso ao vídeo do depoimento do diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, no âmbito do Inquérito 5.026. O Banco Central solicitou o material, e Toffoli decidiu disponibilizá-lo ao público, mantendo ressalva de que o acesso se refere apenas aos depoimentos e à acareação, com o sigilo preservado até manifestação da PGR.
O inquérito apura um esquema de fabricação de Cédulas de Crédito Bancário sem valor real. A instituição financeira envolvida foi liquidada extrajudicialmente, e um empresário identificado como Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos. Após a prisão, Toffoli passou a adotar medidas incomuns, como manter autos sob sigilo e remeter provas ao prédio do Supremo, além de indicar peritos para atuar no caso.
Em meio a essas decisões, jornalistas identificaram o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), criado pela família do ministro. O empreendimento já teve Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, entre seus acionistas. As informações contribuíram para estimular debates sobre a ética na Corte.
Contexto do caso Master
As revelações colocaram o caso Master no centro de controvérsias sobre conduta institucional. O tema ganhou destaque na abertura do ano judiciário, com o presidente da Corte, Edson Fachin, designando Cármen Lúcia como relatora da proposta de código de ética.
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