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De Trump a Epstein: como Brad Karp perdeu o controle da Paul Weiss

Após revelações de contatos com Jeffrey Epstein, Brad Karp deixa a presidência da Paul Weiss; Scott Barshay assume a liderança, mantendo clientes e operações

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Signage is seen outside of the law firm Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison LLP in Washington, D.C.
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  • Brad Karp, presidente da Paul, Weiss, liderou captação de recursos para Kamala Harris e contato com centenas de advogados corporativos; um colega da firma ajudou Harris na preparação para o debate.
  • A vitória de Donald Trump em 2024 gerou turbulência que atinge a firma, incluindo um acordo com o presidente para rescindir uma ordem executiva; alguns sócios deixaram a banca.
  • A liberação de documentos pelo Departamento de Justiça revelou comunicações entre Karp e Jeffrey Epstein, o que precipitou a renúncia dele à presidência da Paul, Weiss.
  • A firma afirmou que Karp se arrependeu das interações com Epstein e que não houve conduta inadequada por parte dele; ele continua prestando serviços a clientes, enquanto Scott Barshay assumiu a presidência.
  • Sob a liderança de Karp, a Paul, Weiss virou potência global e expandiu doações a democratas; Barshay, recrutado por Karp, passou a comandar a firma.

Brad Karp, presidente da Paul Weiss, deixou o cargo após a divulgação de contatos com Jeffrey Epstein e de outras informações que abalaram a influência do escritório no cenário financeiro e político. A saída ocorre após a publicação de mensagens e registros que remontam a ennenos de 2017 a 2024 e que levaram a pressão interna e externa sobre a gestão.

A queda de Karp coincide com uma mudança significativa na direção da firma, que já havia passado por transformações desde 2008, quando ele assumiu a liderança. Embora não tenha sido acusado de irregularidades, a exposição de suas ligações com Epstein provocou dúvidas sobre conflitos de interesse entre a hierarquia da Paul Weiss e seus clientes.

Em novembro de 2024, Karp coordenou eventos de arrecadação para Kamala Harris, ainda em meio a apostas políticas que insistiam em vitória democrata. Embora tenha ampliado o papel político da firma, a eleição resultou na vitória de Trump, o que acelerou uma série de desdobramentos internos na Paul Weiss.

Transformando Paul Weiss

Desde 2008, a firma ganhou destaque por ampliação de operações globais e por atrair grandes profissionais de Wall Street. Em paralelo, a Paul Weiss manteve forte envolvimento com causas progressistas e com clientes corporativos de alto nível, fortalecendo vínculos com o establishment democrata.

A instituição destacou-se também pelo papel em ações de interesse público e por disputas legais relevantes. A gestão de Karp, associada a transações de alto valor, consolidou a reputação da firma em litígios complexos e operações corporativas, especialmente no setor financeiro.

Saída de Brad Karp

Na declaração divulgada pela Paul Weiss, o escritório informou que Karp deixou o cargo de presidente, sem alegações de mau uso de recursos. O comunicado mencionou que as reportagens recentes criaram distração e não beneficiam a firma. O carta também ressaltou que ele continuará a atender clientes na firma.

A substituição ocorreu com a nomeação de Scott Barshay como novo presidente, cargo que ele já ocupava com foco em M&A e operações corporativas desde 2016. Barshay foi recrutado por Karp para fortalecer áreas estratégicas do escritório.

Karp não respondeu a pedidos de comentário; a Paul Weiss informou que não houve novas declarações além da nota oficial sobre a saída. As motivações internas e o impacto na relação com parceiros e clientes ainda são objetos de análise no setor jurídico.

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