- Alexandre Ramagem foi interrogado pelo Supremo Tribunal Federal na videoconferência, na quinta-feira, 5, sendo ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência e ex-deputado federal pelo PL.
- Ele está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025, após ter sido condenado a 16 anos de prisão em regime fechado em processo relacionado a crimes graves.
- A oitiva ocorreu com a presença de a juíza auxiliar Luciana Yuki Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, e contou com a participação da PGR e dos advogados de Ramagem.
- Não houve leitura de testemunhas durante a audiência, e Ramagem respondeu a perguntas iniciais, optando pelo direito ao silêncio em parte do interrogatório.
- O processo investiga supostos crimes ligados à trama golpista de 8 de janeiro, com Ramagem acusado de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado; ele já havia sido condenado por golpes de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
O ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal pelo PL, Alexandre Ramagem, foi interrogado pelo Supremo Tribunal Federal por videoconferência. O depoimento ocorreu na quinta-feira 5, em julgamento ligado à apuração de crimes relacionados ao 8 de Janeiro e à trama golpista. Ramagem permanece foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025.
A oitiva ocorreu sob a condução da juíza auxiliar Luciana Yuki Sorrentino, que integra o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A audiência contou com a presença de representantes da Procuradoria-Geral da República e dos advogados responsáveis pela defesa de Ramagem.
Durante o interrogatório, Ramagem respondeu a perguntas iniciais, mas optou por exercer o direito ao silêncio em alguns momentos. Não houve indicação de nomes de testemunhas pelas partes.
O que está em apuração
O processo investiga supostos crimes relacionados à trama golpista e aos atos do 8 de Janeiro, envolvendo Ramagem no período entre sua diplomação e o fim do mandato como deputado.
O caso ficou à margem das votações da tentativa de golpe após a Câmara dos Deputados suspender as investigações com base na imunidade parlamentar. A tramitação foi retomada com a cassação de Ramagem pela Casa.
As acusações apontam crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado durante os atos antidemocráticos. Ramagem já havia sido condenado, em outros desdobramentos, por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
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