- Um sargento da polícia de Nova York, Erik Duran, foi condenado por homicídio culposo em segundo grau por jogar um cooler cheio de bebidas que levou Eric Duprey a sofrer um acidente fatal em 2023.
- O veredicto foi proferido pelo juiz Guy Mitchell no tribunal criminal do Bronx; Duran tinha 38 anos e foi o primeiro oficial do NYPD a ser julgado pela morte de alguém durante o serviço em anos.
- Duran foi dispensado com salário durante o processo e, após a condenação, foi automaticamente dispensado, sob a lei estadual; ele pode pegar até 15 anos de prisão na sentença marcada para 19 de março.
- O arsenal de acusações incluía homicídio culposo e agressão; a acusação de agressão foi rejeitada e o juízo não proferiu veredicto sobre homicídio culposo negligente, pois já havia julgado Duran por homicídio culposo.
- As autoridades dizem que, em 23 de agosto de 2023, Duprey vendia drogas a um policial disfarçado no Bronx e fugiu; Duran, que integrava uma unidade de narcóticos, aparece nas imagens arremessando o cooler para tentar deter o suspeito.
Sgt Erik Duran, da polícia de Nova York, foi condenado nesta sexta-feira pela segunda-degree manslaughter em relação à morte de Eric Duprey, ocorrida em 2023. A decisão ocorreu em Bronx Criminal Court, após Duran atirar um cooler com bebidas na direção do suspeito em fuga.
Duprey, de 30 anos, morreu após perder o controle da scooter motorizada e colidir com uma árvore, vindo a falecer no local. O incidente aconteceu durante uma operação de narcóticos no Bronx, na noite de 23 de agosto de 2023.
O juiz Guy Mitchell informou a sentença, destacando que o fato de o réu ser policial não altera a responsabilidade individual. Duran estava suspenso com remuneração e foi posteriormente demitido, conforme a lei estadual.
Duran respondia também por homicídio criminalmente negligente e agressão, mas o juiz afastou a acusação de agressão, e não proferiu veredicto sobre homicídio negligente, mantendo apenas a manslaughter como culpável.
A defesa afirmou ter havido reação rápida para proteger outros agentes, enquanto os promotores sustentaram que Duprey não representava ameaça fatal e que o objeto arremessado foi responsável pela tragédia.
A Procuradoria Geral do Estado, chefiada por Letitia James, emitiu nota de condolências às família de Duprey e ressaltou que a decisão entrega justiça à memória da vítima. Duprey não terá o retorno, porém a decisão é considerada um passo nesse processo penal.
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