- A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou a prisão de Zubayar al-Bakoush, identificado como “participante chave” no ataque de Benghazi em 2012.
- Bakoush foi levado para os EUA às 3h (horário do leste) de sexta-feira, em uma transferência de custódia estrangeira.
- Um inquérito com oito acusações aponta homicídio, terrorismo e incêndio, entre outros crimes, envolvendo Chris Stevens e Sean Smith.
- A agência federal informou que não pode detalhar operações para proteger a integridade da investigação; o suspeito foi recebido na Base Conjunta Andrews, em Maryland.
- O ataque a Benghazi, que matou o embaixador dos EUA e outros funcionários, permanece um marco político e jurídico, com desdobramentos investigativos e judiciais ao longo dos anos.
O Departamento de Justiça dos EUA informou na sexta-feira a prisão de um participante-chave no ataque de Benghazi, em 2012. Zubayar al-Bakoush foi levado sob custódia dos EUA às 3h da madrugada, horário local. A procuradora-geral Pam Bondi declarou que o suspeito enfrentará acusações por assassinato, terrorismo, incêndio e outros delitos.
O FBI acrescentou que não pode detalhar operações para manter a integridade da investigação, mas confirmou a transferência de custódia para os EUA. A prisão ocorreu após um protocolo de transferência internacional de custódia, segundo o governo americano.
As autoridades de Justiça destacaram que o que ocorreu em Benghazi envolve mortes de quatro funcionários do governo, incluindo o embaixador dos EUA, J Christopher Stevens. A promotora federal de Washington DC, Jeanine Pirro, informou que uma denúncia com oito acusações envolve homicídio de Stevens e de um funcionário do Departamento de Estado, Sean Smith.
Contexto do ataque
No dia 11 de setembro de 2012, após a invasão ao complexo consular, pelo menos 20 militantes libios teriam atacado com fuzis AK-47 e morteiros, incendiando prédios. As mortes de Stevens e Smith ocorreram no complexo. Um contingente adicional avançou para o anexo do Departamento de Estado, resultando na morte de dois agentes de segurança.
Ahmed Abu Khattala, apontado como mentor do ataque, foi capturado por forças especiais dos EUA em 2014 e levado a Washington para processo. Ele foi condenado por crimes relacionados ao terrorismo, mais não por homicídio, e cumpre pena em prisão federal.
O ataque de Benghazi tornou-se tema recorrente na política americana, com críticas à resposta do governo na época. Relatórios de comissões partidárias destacaram falhas de segurança, porém apontaram Kidd Panetta e as decisões estratégicas como foco de debate político. As informações oficiais ressaltam que o caso continua sob investigação e julgamento.
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