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Turista argentina tem prisão preventiva decretada por gesto racista no Rio

Prisão preventiva é decretada para a turista argentina Agostina Paez por racismo contra funcionários de bar em Ipanema, com passaporte retido e tornozeleira eletrônica

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Foto: Reprodução redes sociais
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  • A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva da turista argentina Agostina Paez, atendendo à denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, após agressões racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema no dia 14 de janeiro.
  • A decisão, da 37ª Vara Criminal do Rio, incluiu proibição de deixar o país, retenção do passaporte e uso de tornoeleira eletrônica, a pedido do Ministério Público.
  • Segundo a denúncia, Agostina insultou os funcionários com termos racistas enquanto discutia a cobrança da conta e, mesmo advertida, voltou a proferir ofensas e gestos contra as vítimas na calçada em frente ao bar.
  • As investigações basearam-se em relatos das vítimas, testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento e outros registros, que também contestam a versão de que as atitudes seriam brincadeiras.
  • O crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão.

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da turista argentina Agostina Paez, acusada de racismo contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. A decisão foi tomada pela 37ª Vara Criminal.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Paez foi proibida de deixar o país, teve o passaporte retido e está sujeita ao uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a acusação, Paez estava com duas amigas no bar da Rua Vinícius de Moraes, discorda do valor da conta e chamou um funcionário de negro, com a finalidade de discriminar pela raça.

Após ser advertida pela vítima, ela chamou a caixa de macaco em espanhol e fez gestos simulando o animal. Em seguida, voltou a proferir ofensas na calçada em frente ao estabelecimento.

As vítimas e testemunhas, além de imagens de monitoramento, corroboraram os relatos. A promotoria destacou que não valeu a alegação de brincadeira entre amigas.

A denúncia afirma que uma das turistas tentou impedir as ofensas, o que indica consciência de gravidade da conduta por parte da denunciada.

O crime de racismo no Brasil prevê pena de prisão de dois a cinco anos, conforme a legislação aplicável ao caso. A medida decretada visa justamente impor custodiante cautelar.

*(Com informações da Agência Brasil).*

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