- Tony Mokbel, uma das figuras mais conhecidas da máfia de Melbourne, ficará em liberdade após os procuradores anunciarem a desistência do retrial por tráfico de drogas.
- Condenado a trinta anos em dois mil doze por chefiar um elaborado cartel, Mokbel cumpre cerca de dezoito anos de prisão e foi colocado em liberdade condicional em abril passado.
- O retrial não prosseguiria em relação a uma alegação anterior de importação de MDMA em dois mil e cinco.
- A decisão foi tomada levando em conta a idade e a saúde de Mokbel, além do tempo já cumprido, conforme o Escritório de Procuradorias da Victoria.
- O caso envolve a advogada Nicola Gobbo, conhecida como Lawyer X, cuja atuação como informante desencadeou controvérsias e uma comissão real em dois mil e vinte.
Tony Mokbel, um dos maiores gangsters da Austrália, ficará em liberdade após a promotoria de Victoria anunciar, nesta sexta-feira, que não pretende mais retomar o julgamento por tráfico de drogas. A decisão encerra o processo correspondente.
O australiano foi condenado em 2012 a 30 anos de prisão por chefiar um elaborado esquema de drogas. Ficou cerca de 18 anos preso, mas recebeu fiança em abril após tribunal sugerir alta possibilidade de revisão das condenações.
A promotoria informou que decidiu não prosseguir com o retrial, levando em conta a idade, a saúde de Mokbel e o tempo já cumprido. A decisão foi anunciada após avaliação dos interesses públicos.
Mokbel afirmou a veículos locais que a notícia é positiva e que pretende seguir adiante, com planos de viajar ao exterior assim que possível.
Contexto
A operação ligada ao grupo conhecido como The Company foi responsável por dezenas de mortes e ficou famosa pela série de TV Underbelly. Nicola Gobbo, advogada do caso, alega ter prestado informações à polícia enquanto defendia clientes, o que gerou controvérsia.
A Royal Commission de 2020 considerou as ações de Gobbo graves violação de deveres como advogada, alimentando o debate sobre o caso Mokbel. A decisão de não retratar Mokbel encerra uma etapa longa da disputa judicial.
Entre na conversa da comunidade