- O Superior Tribunal Militar condenou um civil a seis anos, sete meses e seis dias de prisão por tráfico de substâncias e denunciação caluniosa, ligado à ex-namorada, uma aspirante da Força Aérea.
- Segundo a decisão, o réu ocultou cocaína no veículo da militar e enviou um e-mail anônimo às autoridades para provocarem a prisão em flagrante da oficial.
- O caso começou em vinte e sete de fevereiro de dois mil e vinte, durante inspeção do Grupamento de Apoio de Belém no Fiat Palio da aspirante, com cães farejadores encontrando a droga sob o banco traseiro.
- A investigação aponta que o civil contratou um mototaxista para monitorar a ex-companheira e, em quinze de fevereiro, teria ocultado a droga no carro da vítima em momento em que ela estava em uma escola.
- Provas incluem criação do e-mail em uma lan house no Mangueirão minutos antes do envio, imagens de câmeras mostrando o encontro do réu com o mototaxista e registros de tentativas de ligação para o número 181 pelo celular do acusado.
O Superior Tribunal Militar condenou um civil por tentar incriminar a ex-namorada, aspirante da Força Aérea, com cocaína ocultada no veículo da militar e envio de e-mail anônimo às autoridades. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 5, pelo ministro relator general de exército Guido Amin Naves. A pena fixada é de seis anos, sete meses e seis dias de prisão, pelos crimes de tráfico de substância entorpecente e denunciação caluniosa.
Segundo os autos, a militar foi indiciada inicialmente por posse de droga. A investigação, no entanto, revelou uma trama de vingança. O réu teria contratado um mototaxista para monitorar a ex-companheira, alegando infidelidade, e ocultado a droga no Fiat Palio da aspirante em 15 de fevereiro.
A ação teve início com uma denúncia recebida por e-mail, o que levou a inspeção do GAP-BE em Belém, em 27 de fevereiro de 2020. Cães farejadores localizaram pacotes de cocaína sob o banco traseiro do veículo, na região indicada pela mensagem anônima.
Investigação e provas
O mototaxista afirmou ter visto o ex-companheiro mexer no carro e que, dias após a apreensão, foi orientado a reforçar a denúncia por meio do Disque Denúncia. Ele relatou ainda que o réu buscou o contato com ele para pedir a ligação.
A quebra de sigilo telemático apontou que o e-mail de denúncia foi criado numa lan house no Mangueirão, apenas dez minutos antes do envio. Vídeos de câmeras de segurança mostraram o encontro entre o civil e o mototaxista, além da presença dele nas proximidades do veículo na data indicada.
Perícia no celular entregue pelo mototaxista revelou tentativas de ligação para o número 181, reforçando a linha do inquérito. A defesa ainda pode recorrer, mas a decisão do STM manteve a pena pedida pelo Ministério Público.
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