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Ministro do STJ pede licença médica após denúncia de assédio sexual

STJ instaurou sindicância e concedeu licença médica ao ministro Marco Aurélio Buzzi após denúncia de assédio sexual; apuração ocorre internamente

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Marco Aurélio Buzzi, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça)
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  • O ministro Marco Aurélio Buzzi pediu licença médica após a denúncia de assédio sexual.
  • O STJ confirmou a licença e instaurou sindicância para apurar o caso; o plenário decidiu por unanimidade.
  • A acusação envolve uma jovem de 18 anos, ocorrida em Balneário Camboriú, durante as férias de janeiro; a vítima registrou boletim de ocorrência.
  • A jovem depôs por mais de duas horas ao CNJ; o órgão mantém o caso em sigilo para proteger a vítima.
  • Como Buzzi tem foro por prerrogativa, a denúncia foi encaminhada ao STF, com o ministro Kassio Nunes Marques como relator; ele negou as acusações.

O ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ, pediu licença médica hoje após ser denunciado por assédio sexual. O pedido foi confirmado pelo tribunal. A licença tem duração não informada até o momento.

O STJ instaurou sindicância para apurar o ocorrido e informou que o plenário, com 33 ministros, aprovou a medida por unanimidade em sessão extraordinária. Participam da comissão os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira.

A denúncia envolve uma jovem de 18 anos, ocorrida durante as férias de janeiro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro teria tentado agarrar a vítima dentro da água; ele nega as acusações.

A jovem procurou os pais para relatar o episódio. A família estaria hospedada na casa de praia de Buzzi no momento. Em depoimento ao CNJ, a vítima reiterou que não poderia deixar que o caso passasse sem registro.

Representação contra o ministro tramita no CNJ. O órgão afirmou que o caso corre em sigilo para proteger a intimidade e a integridade da vítima, evitando exposição indevida e revitimização.

Por foro por prerrogativa, a denúncia foi encaminhada ao STF. O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado como relator da ação. O UOL solicitou posicionamento do STJ, que ainda não respondeu.

Buzzi afirmou à Folha ter ficado surpreso com o teor das insinuações divulgadas e ressaltou que rejeita qualquer ideia de que tenha cometido ato impróprio. O STJ não informou prazo para conclusão da sindicância.

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