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Ex-sacerdote indiciado por estupro de criança com deficiência em Nova Orleans

Ex-sacerdote de Nova Orleans é indiciado por estupro de menor com deficiência; acusações incluem agressão sexual, sequestro e abuso.

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
The St Louis Cathedral, seat of the Roman Catholic archdiocese of New Orleans.
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  • Um ex-sacerdote de Nova Orleans foi indiciado por nove acusações de estupro de menor, abuso sexual de pessoa com deficiência, molestação de menor, conduta indecente com menor e sequestro, com crimes ocorridos entre 2006 e 2008.
  • Mark Francis Ford, 64 anos, foi preso e mantido sem fiança; pode pegar prisão perpétua caso seja condenado.
  • As agressões teriam ocorrido contra um garoto entre 12 e 14 anos, que tinha deficiência física e usava cadeira de rodas, quando Ford era sacerdote entre 1992 e 2007.
  • Ford estaria próximo da vítima como mentor durante um período de luto familiar, usando um programa da igreja para jovens com deficiência, que ele ajudou a fundar.
  • Ford pertenceu à ordem Vincentians e, ao longo da carreira, atuou em várias paróquias da arquidiocese de Nova Orleans; ele teria sido retirado do sacerdócio por iniciativa do Vaticano.

Mark Francis Ford, ex-sacerdote, foi indiciado por nove crimes relacionados a abuso sexual cometido contra um garoto com deficiência durante o período em que atuou na Arquidiocese de Nova Orleans. A acusação envolve estupro agravado de uma criança, rapto e abusos de menor, entre 2006 e 2008. O caso tramita no Tribunal Criminal Estadual de Nova Orleans.

Segundo o Ministério Público, Ford abusou de um garoto de 12 a 14 anos que possuía um distúrbio de desenvolvimento. O jovem, que usa cadeira de rodas em alguns momentos, relatou os fatos em depoimentos que embasaram a denúncia. Ford já estava preso desde a sua prisão inicial, sem fiança, na época da indiciação.

Ford tem 64 anos e integrava a ordem Vincentiana. O priestly exercício ocorreu entre 1992 e 2007, com atribuições em várias paróquias da arquidiocese, além de dioceses no Texas e no Novo México. A defesa, representada por Ralph Whalen, não comentou o inquérito de imediato.

Contexto do caso e apuração

As autoridades indicam que Ford se aproximou da vítima enquanto promovia um programa da igreja para jovens com deficiência, chamado God’s Special Children, que ele cofundou. A polícia descreve que ele se apresentou como mentor, aproveitando o luto da vítima pela perda de familiares para manter contatos e abusar da confiança.

A acusação também aponta que Ford exibiu material pornográfico ao garoto e ignorou seus pedidos de interromper as atitudes inadequadas. O caso é parte de um histórico de investigações sobre abuso envolvendo clérigos na região desde décadas, com desdobramentos relacionados a acordos judiciais de indenização da Arquidiocese de Nova Orleans em 2020.

Detalhes processuais e desdobramentos

Ford foi preso inicialmente em Portage, Indiana, onde residia na época, e transferido para Nova Orleans, permanecendo detido sem fiança. O caso é apresentado pelo escritório do Procurador Distrital de Nova Orleans, Jason Williams, que já classificou as acusações como graves e perturbadoras.

O tribunal pode impor pena de prisão vitalícia caso Ford seja condenado. A Vincentians, ordem à qual Ford pertencia, confirmou ter pedido à Igreja Católica a retirada dele do sacerdócio. A acusação ressalta que tal violação de confiança envolve uma pessoa vulnerável.

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