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Chefe de firma de Wall Street demite-se após e-mails sobre Epstein

Brad Karp deixa a presidência da Paul, Weiss após e-mails com Jeffrey Epstein; Scott Barshay assume, com relatos de jantares e busca de vaga para o filho em produção de Woody Allen

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Brad Karp, who chaired law firm Paul Weiss since 2008, said ‘recent reporting’ had created a distraction that was not in the firm’s best interest.
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  • Brad Karp renuncia ao cargo de presidente da Paul Weiss; substituição ficará com o sócio Scott Barshay.
  • A saída ocorre após a divulgação de e-mails do Departamento de Justiça que mostram comunicações pessoais e comerciais entre Karp e Jeffrey Epstein, incluindo jantares e tentativa de conseguir emprego do filho em uma produção de Woody Allen.
  • A firma afirmou que as reportagens recentes criaram uma distração que não interessa à Paul Weiss; Karp disse que lamentos as interações com Epstein. Barshay assume a presidência.
  • Karp comandou a empresa desde 2008 e ajudou a elevar a receita anual para mais de 2,6 bilhões de dólares em 2024, sendo visto como defensor de Wall Street e defensor de causas sociais.
  • O histórico envolve também o relacionamento de Karp com Epstein por meio da representação de Leon Black e críticas a decisões da administração Trump sobre trabalho pro bono da firma.

Brad Karp deixa a presidência da Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison após divulgação de e-mails com Epstein. A firma informou que Scott Barshay assumirá a liderança. A transição ocorre em meio a crescente escrutínio sobre as relações de Karp com o financista.

E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça na última sexta-feira revelam comunicações pessoais e profissionais entre Karp e Jeffrey Epstein. A Paul, Weiss confirmou que o presidente buscou ajuda para inserir seu filho em uma produção de Woody Allen.

Karp, à frente da firma desde 2008, participou de jantares com Epstein e, segundo análises de e-mails revisados pela Reuters, procurou facilitar oportunidades para o filho do acusado de crimes sexuais. A Paul, Weiss divulgou que o líder lamenta as interações.

A agência descreve que a relação surgiu por meio de Karp, que atuava em defesa do investidor Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. A troca de mensagens aponta encontros informais envolvendo Epstein.

A Paul, Weiss é reconhecida por representar grandes instituições financeiras, entre elas Apollo e Citigroup, e registrou receitas superiores a US$ 2,6 bilhões em 2024, sob a liderança de Karp. A firma emprega mais de mil advogados.

Barshay, escolhido para suceder Karp, já chefiava o departamento corporativo da firma. A transição ocorre após mais de uma década de liderança de Karp, marcada por atuação orientada a clientes do setor financeiro e por ações de responsabilidade social defendidas pela defesa de propostas democratas.

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