- Documentos recém tornados públicos ligam Jes Staley, ex‑CEO do Barclays, a alegações de estupro e violência física em casos relacionados a Jeffrey Epstein, incluindo a acusação de forçar uma mulher a tocar seus genitais durante uma massagem.
- As afirmações aparecem principalmente em um memorando interno de oitenta e seis páginas, datado de 19 dezembro de 2019, produzido por promotores para Geoffrey S. Berman, então procurador dos EUA no distrito sul de Nova York.
- Não há evidência de que os promotores tenham decidido abrir processo contra Staley; ele nega irregularidades e não foi acusado de crime relacionado às denúncias.
- A maior parte das alegações envolve incidentes supostamente ocorridos em 2011 ou 2012, com relatos de massages em que Epstein instruía uma massagista a atender Staley, levando a contatos sexuais não consensuais.
- Além de Staley, as informações citam também Leon Black; trechos redigidos indicam que Epstein pediu massagens a ambos e que houve contatos sexuais sem consentimento, conforme relatos de vítimas.
Tramita nos EUA a revisão de acusações de estupro e dano corporal envolvendo Jes Staley, ex-CEO do Barclays, e antigo banqueiro da JP Morgan. Os documentos, ligados ao caso Epstein, foram publicados recentemente pela Justiça norte-americana.
As notas divulgadas citam relatos de vítimas e testemunhas sobre supostas condutas de Staley durante massagens, incluindo forçar toque em genitais e agressões. Também mencionam marcas no corpo de uma mulher, associadas ao autor da massagem, em relatos sob a rubrica de entrevistas com vítimas adultas.
O material principal é um suposto memorando interno de 86 páginas, datado de 19 de dezembro de 2019, enviado a Geoffrey Berman, então procurador da SDNY. O documento resume depoimentos de vítimas, testemunhas e pessoas sob investigação, sem indicar se houve abertura de processo.
Contexto jurídico e status atual
Não há evidência de decisão de promover acusações. Staley, que sempre negou irregularidades, não respondeu a solicitações de comentário. Não foi formalmente indiciado relacionado a essas alegações.
Trechos dos dossiers indicam que os eventos teriam ocorrido por volta de 2011 ou 2012. Relatos detalham que Epstein instruía uma massageadora a atender Staley e que, durante o atendimento, ocorreram abusos sexuais. Em relatos adicionais, outras pessoas são citadas envolvendo Staley e o financista Leon Black.
Outra parte dos arquivos descreve encontros com Epstein em que várias pessoas foram submetidas a massagens com contato sexual não consensual. Em alguns trechos, Epstein é retratado como minimizando as queixas quando surgiam acusações.
Documentos e desdobramentos
Parte dos materiais permanece fortemente redigida, dificultando a identificação de entrevistas ou de entrevistas de Staley ou Black. Em uma comunicação interna de 2019, autoridades comentaram a acusação de violação pelas mesmas fontes que aparecem nos memorandos.
Relatos antigos também envolvem correspondência entre Staley e Epstein sobre referências a personagens da Disney, com intercâmbios que vieram a público apenas nos registros. O conteúdo foi tema de cobertura midiática e de audiências judiciais no Reino Unido.
Situação de outras partes envolvidas
Em defesa de Leon Black, um advogado afirmou que houve investigação independente e que não havia ciência de atividades criminosas de Epstein. Cita ainda processos civis com desfechos distintos. As declarações não confirmam nem afastam as alegações contra Black ou Staley.
As investigações dos arquivos Epstein continuam a ser revisadas por autoridades dos EUA, com pedidos de comentário não respondidos. As informações disponíveis até o momento não indicam conclusão de casos contra Staley ou Black.
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