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Procurados por feminicídio entram em lista dos criminosos mais procurados do país

Ao menos três foragidos por feminicídio aparecem na lista do Projeto Captura, que divulga até oito nomes por estado para combate ao crime

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ato público em combate a violência à mulher acontece em Volta Redonda — Foto: Adriana Cópio - Secom/PMVR
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  • Ao menos três acusados de feminicídio integram o Projeto Captura, plataforma que divulga até oito criminosos mais procurados por estado.
  • A ferramenta começou a operar no início de dezembro e reúne governos estaduais e o governo federal no combate ao crime organizado.
  • Um dos procurados é Gisélio Monteiro dos Santos, com mandado de prisão preventiva aberto pelo Tribunal de Justiça de Sergipe, suspeito de feminicídio e de outros crimes.
  • Outro caso é Cláudio Jerre Alexandre Dias, condenado por assassinato da ex-companheira em Gurupi, Tocantins, e foragido com mandado de prisão válido até 2042.
  • Também consta Márcio Moreira Arruda, acusado de matar a esposa em dezembro de 2023, na zona rural de Porto Velho, Rondônia; a ordem de prisão foi divulgada em agosto de 2024.

Ao menos três acusados de feminicídio estão entre os procurados no Projeto Captura, plataforma lançada pelo Ministério da Justiça. A ferramenta reúne até oito nomes por estado para cada estado. O levantamento baseia-se em mandados pendentes no BNMP e CNJ.

Entre os nomes, há foragidos também listados entre os criminosos mais procurados do Brasil. A apuração do g1 se baseou em mandados ativos e cruzou informações com a lista do Captura, que começou a funcionar no início de dezembro.

O objetivo do projeto é integrar governos estaduais e federal no combate ao crime organizado, ampliando a divulgação de procurados. Cada estado indica até oito nomes para compor a lista de mais procurados.

Casos em destaque

Gisélio Monteiro dos Santos figura entre os procurados com mandado de prisão preventiva aberto no TJ de Sergipe. Ele é apontado como autor de uma tentativa de feminicídio em Massapê, Riachuelo, em 2010. O caso gerou 8 mandados em aberto.

Gisélio possui outros mandados de internação ou prisão, emitidos por crimes de roubo, dano ao patrimônio e latrocínio. O histórico de violência envolve ainda agressões contra adolescentes, segundo investigações locais.

Cláudio Jerre Alexandre Dias é considerado foragido após condenação pelo assassinato da ex-companheira, ocorrido em Gurupi (TO) em 2022. Testemunhas relatam invasão, agressões com um concreto e pedido de abertura de portão.

Antes do feminicídio, Cláudio já havia atacado a ex-companheira com uma picareta, conforme registros. Ele foi condenado a 42 anos de prisão em 2023 e tem mandado de prisão válido até 2042, mantendo-se foragido.

Márcio Moreira Arruda, também entre os mais procurados, é acusado de matar a esposa em dezembro de 2023, na zona rural de Porto Velho (RO). A prisão foi comunicada publicamente apenas em 2024, após tentativas de localização.

A vítima deixou três filhos; o crime ocorreu após consumo de bebidas. Depoimentos apontam que o suspeito chegou a exibir arma de fogo durante o dia. O pai da vítima relatou encontrar Rosângela morta na residência.

Panorama e contexto

Especialistas afirmam que o feminicídio pode ocorrer de modo íntimo ou não íntimo. A proximidade com a vítima aumenta as possibilidades de violência, segundo a visão de especialistas ouvidos pela reportagem.

A lista do Ministério da Justiça foi criada por portaria em 2023 para ampliar ações de segurança pública e facilitar denúncias da população, por meio de canais como 190, 197 e 181. A medida busca reduzir indicadores de crimes graves.

Até o momento, o projeto Captura agrega informações de governos estaduais e federal, contribuindo para o rastreio de foragidos com mandado de prisão ativo. O objetivo é aumentar a responsabilização de autores de feminicídio.

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