- A perita de Cheshire abriu inquéritos formais sobre as mortes de cinco recém-nascidos em que Lucy Letby foi condenada por assassinato, citando “razão para suspeitar mortes não naturais” no hospital Countess of Chester.
- A audiência de 20 minutos ouviu detalhes breves e os procedimentos foram adiados para setembro, com sessões provisórias marcadas para 14 a 25 de setembro.
- Letby, 36 anos, cumpre quinze penas de prisão perpétua após ser condenada por matar sete bebês e tentar matar outros sete entre 2015 e 2016.
- A advogada de Letby afirmou que o inquérito não é foro para re litigarem as condenações, embora seja importante entender como cada bebê morreu, enquanto o resultado da investigação pública chefiada por Kathryn Thirlwall pode influenciar o andamento.
- O CPS considerou novas acusações que não foram levadas adiante; a polícia continua investigando três ex-chefes do Countess of Chester por possível homicídio corporativo ou negligência grave.
O inquérito formal abriu nesta semana as investigações sobre as mortes de cinco lactentes cujas fatalidades haviam sido atribuídas à Lucy Letby, já condenada pela justiça. O inquérito foi recebido com a informação de que houve “suspeita de morte não natural” no hospital Countess of Chester. O caso foi ouvido em uma sessão de 20 minutos no tribunal do coroner de Cheshire, em Warrington.
A coroner sênior, Jacqueline Devonish, determinou a prorrogação do processo para setembro, para permitir o andamento dos desdobramentos. Det Insp Darren Reid, da delegacia do inquérito, informou que as mortes identificadas como C, E, I, O e P motivaram o pedido de apuração. Letby, 36 anos, cumpre 15 penas de prisão perpena por homicídios de sete recém-nascidos e tentativas de morte em outros sete casos, até junho de 2016.
Devonish reiterou que, no momento, o resultado do inquérito não pode contrariar a condenação criminal vigente, mas destacou que é essencial esclarecer como cada bebê faleceu. O advogado de Letby afirmou que o inquérito não servirá para reabrir as condenações, mas que é necessário entender as circunstâncias de cada óbito. A defesa também mencionou falhas sistêmicas no hospital.
Procedimento e próximos passos
Nesta quarta, a coroner adiou os cinco inquéritos até o relatório de uma comissão pública liderada por Lady Justice Kathryn Thirlwall, cuja revisão pública deve ser publicada em breve. A previsão é realizar as audiências completas entre 14 e 25 de setembro, com uma revisão interna marcada para 5 de maio.
Ainda na investigação, um sexto caso, o bebê D, teve o inquérito iniciado em 2016 e mantido suspenso. O caso do sétimo bebê, o Baby A, teve uma conclusão narrativa em 2016, sem determinação de causa. A família de Baby A optou por não reabrir o inquérito.
A Criminal Cases Review Commission (CCRC) acompanha as possíveis falhas judiciais nas condenações desde o ano passado. Letby já apresentou recursos de apelação contra as condenações em Londres, sem sucesso até o momento. Procuradores indicaram, recentemente, que não haveria novas acusações após analisar novo conjunto de provas.
Investigações relacionadas e contexto
A polícia de Cheshire continua investigando três ex-diretores do Countess of Chester por suposta responsabilidade penal corporativa ou negligência criminosa grave. O Ministério Público confirmou que analisou 11 novas acusações, mas as evidências não passaram no crivo legal para benefício de novas acusações formais.
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